Dante entra no PSDB. Partido quer ser o maior em 98
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terça-feira, 15 de abril de 1997
Agência Estado 
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O caçulaDante e o presidente Fernando Henrique na cerimônia do PSDB: partido planeja campanha eleitoral agressivaBRASíLIA - O ministro das Comunicações, Sérgio Motta, quer que o PSDB saia da campanha eleitoral de 98 como a maior legenda brasileira e para isso conclamou ontem o partido a começar a se preparar no segundo semestre. Motta esteve ontem na cerimônia de filiação do governador do Mato Grosso, Dante de Oliveira, ao PSDB. A entrada de Dante no partido (que tem agora sete governadores) faz parte dessa estratégia. A intenção é transformar o PSDB na principal legenda de centro-esquerda do País.
Estou começando a perceber que o PSDB está se tornando o desaguadouro das forças progressitas desse País, discursou Motta. O governador do Mato Grosso, expulso do PDT por apoiar a emenda da reeleição, leva para o PSDB os 23 prefeitos que estavam no seu antigo partido e 180 dos 240 vereadores do Estado, retirando do PFL o domínio político no MG.
A cerimônia foi bastante prestigiada. Além do presidente Fernando Henrique Cardoso e de Motta, participaram os ministros da Educação, Paulo Renato, da Administração, Luiz Carlos Bresser Pereira, do Planejamento, Antônio Kandir, da Casa Civil, Clóvis Carvalho, e da Saúde, Carlos Albuquerque. Os governadores de Minas Gerais, Eduardo Azeredo, do Rio, Marcello Allencar, e de Sergipe, Albano Franco, também compareceram.
O projeto eleitoral do PSDB, no entender de Motta, passará por espalhar a imagem do partido pelo País e fazer alianças regionais. Vamos andar pelo Brasil para chegar em 98, depois de dois de outubro, tendo uma vitória excepcional da base parlamentar do governo e principalmente do PSDB, afirmou. O partido partirá para uma campanha eleitoral agressiva. Temos que montar projetos onde o PSDB pode ser o eixo ou ter coligações, discursou o ministro.
Segundo Motta, a partir de julho, limite imposto pelo governo para aprovação das reformas no Congresso, o rumo do Executivo mudará. A partir de julho começa uma grande ação administrativa, que vai ser centralizada na área social, garantiu o ministro.


