O presidente da Associação dos Moradores do Jardim Colúmbia, Juliano Dalto, disse ontem que os 12 casos que identificou com irregularidades não devem ser os únicos e duvida que tenha ocorrido apenas em seu bairro. Ele defende a ampliação das investigações da CEI dos Alvarás, mas o presidente, Jamil Janene (PP), descarta a ideia.
Dalto chegou aos casos pesquisando, no sistema online da prefeitura, todos os protocolos de procedimentos, apenas aumentando a numeração um a um. "Quando identificava uma liberação de Habite-se no bairro, guardava e verificava se procedia", conta.
O presidente da associação de moradores elogia a iniciativa e espera que traga mais resultados que os atos da Prefeitura de Londrina. "Uma CEI tem muito mais poder de investigação do que eu", afirma. Ele sugere que a comissão peça os cem últimos casos de Habite-se lançados em Londrina e verifique in loco se procedem.
Jamil, entretanto, reforça que o foco da CEI é restrita ao bairro e aos empreendimentos do Complexo Marco Zero. "Se ampliarmos, não vamos dar uma resposta à sociedade", argumenta. Ele diz ainda que, enquanto apura o caso do bairro, que está mais adiantado, solicita documentação referente ao Marco Zero. (L.F.W.)

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