Umuarama - O advogado Cláudio Dalledone Júnior apresentou ontem uma certidão assinada pelo delegado de Cruzeiro do Oeste, Roberto Aparecido Penteado, atestando que ele nunca esteve na delegacia, nem teve acesso a nenhum preso da cadeia local. A certidão é uma das provas que Dalledone pretende usar para processar por calúnia o ex-secretário da Prefeitura de Mariluz, Élcio Farias. Julgado quinta-feira em Cruzeiro do Oeste por participação nos assassinatos do vice-prefeito de Mariluz, Aires Domingues, e do presidente do PPS local, Carlos Alberto de Carvalho, o Carlinhos Gordo, Farias acusou o advogado de ter oferecido dinheiro para ele assumir a autoria do crime.
Dalledone é advogado do padre e ex-prefeito de Mariluz Adelino Gonçalves (PMDB), principal suspeito da morte de Carlinhos Gordo. Durante o interrogatório, Farias disse que foi procurado pelo advogado do padre. Dalledone teria oferecido inicialmente R$ 10 mil, depois R$ 30 mil e teria chegado a triplicar o valor para ele assumisse o crime no lugar do padre. Farias foi condenado a 10 anos de prisão por ter ajudado a comprar o carro usado no crime e ter levado o veículo para o autor confesso dos tiros, o ex-PM José Lucas Gomes.
O advogado de Farias, José Aparecido Borges dos Santos, ingressou ontem com recurso no Tribunal de Justiça pedindo a anulação do julgamento. Ele alega que houve confusão no julgamento e que não foram levadas em conta circunstâncias que poderiam ter reduzido a pena.

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