Daijó pode ser preso por ordem da Justiça
PUBLICAÇÃO
domingo, 13 de julho de 1997
Antonio França Foz do Iguaçu 
O prefeito de Foz do Iguaçu, Harry Daijó (PPB), pode ser preso por não cumprir decisão judicial determinando a anulação da última concorrência para exploração do serviço de transporte coletivo, feita no ano passado pelo ex-prefeito Dobrandino da Silva (PMDB). O Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná não concedeu o habeas corpus preventivo solicitado por Daijó na sexta-feira.
A ameaça de prisão surgiu depois que o presidente do TJ, desembargador Henrique Lenz Cézar, deu despacho favorável aos empresários na ação que tramitava desde o ano passado, pedindo o retorno das antigas linhas.
De acordo com a decisão do presidente do TJ, o sistema deve voltar a funcionar como antes da última licitação, excluindo a empresa Transportes Salto de Pirapora (TSP) - que foi beneficiada na licitação considerada fraudulenta pela Justiça - e retorno da Viação Morena. Mesmo assim, o prefeito se negou a atender a determinação judicial.
O prefeito está brincando de esconde-esconde e ignorando uma decisão da Justiça. Isso é perigoso, afirmou o advogado José Bento Vidal, que representa três empresas que exploram o transporte e mais a Viação Morena - excluida do sistema, e considerada pelos empresários como a mais prejudicada.
Mesmo com acontecimentos importantes na cidade, como uma greve dos servidores, e votações importantes na Câmara, o prefeito não passou a semana em Foz do Iguaçu. Desde o dia 4, oficiais de Justiça estão procurando Daijó para entregar a ele notificação da decisão do TJ.
O juiz da 1ª Vara Cível de Foz do Iguaçu, Paulo Damas - o mesmo que oficializou a decisão do tribunal à prefeitura, negou um pedido de habeas corpus preventivo feito por Daijó.
Daijó só retornou na sexta de Curitiba e passou parte da tarde reunido com o subprocurador do Município, Fabiano Macedo da Costa Barros, e o secretário de Governo, Paulo Ynoue (PPB). Daijó confirmou que esteve em Curitiba tentando meio legais para escapar da possibilidade de ser preso. Tinha vários convênios para assinar na capital e aproveitei para pedir habeas corpus, informou.
Segundo o secretário-chefe de Gabinete, Adilson Rabelo, o prefeito vai cumprir a decisão da Justiça.


