O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) acatou ontem a medida cautelar apresentada pelo atual prefeito e candidato à reeleição, Harry Daijó (PPB), que requeria o efeito suspensivo contra a cassação de seu mandato, determinada no último sábado pelo juiz eleitoral Valter Parzewski.
O anúncio foi feito pela 46ª Zona Eleitoral, depois de receber um ofício assinado pelo desembargador Roberto Pacheco Rocha. Com a nova decisão, a condenação fica suspensa até que o próprio TRE julgue o caso. Esta foi a terceira condenação do prefeito em 60 dias.
A cassação de Daijó foi embasada no uso de propagandas institucionais da prefeitura com conotação pré-eleitoreira. O juiz Parzewski destacou a instalação de out doors na cidade expondo obras realizadas pelo prefeito. No final das frases, os dizeres ‘‘...E tem mais’’ estariam demonstrando uma provável continuidade do trabalho da atual administração na sequência das eleições. Mesmo com as placas publicitárias retiradas antes da campanha, o promotor de Justiça Luiz Francisco Barleta Marchioratto, solicitou a abertura de processo acusando o atual prefeito de improbidade administrativa.
Segundo Marchioratto, a flor multicolorida, logomarca usada nas campanhas publicitárias da administração pública, ligariam o candidato às suas realizações. ‘‘A florzinha o torna por demais conhecido e inesquecível’’, apontou o juiz eleitoral Parzewski, concordando com os argumentos do promotor.
As outras condenações, determinadas pelos juízes Belchior Soares da Silva e Stewalt Camargo Filho (ambos responsáveis por Varas Cíveis), estão ligadas à irregularidades na compra de passagens aéreas e na liberação de funcionamento das empresas funerárias de Foz sem que houvesse licitação. Os processos ainda estão em andamento, pois os advogados do prefeito recorreram das sentenças.

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