Daijó diz que ainda é cedo para compor alianças
Lúcio Flávio Moura
Especial para a Folha
O prefeito de Foz do Iguaçu, Harry Daijó (PPB), considera justa a manutenção, para as eleições municipais do próximo ano, das mesmas regras adotadas nas eleições para governador e presidente. A possibilidade de ser reeleito sem a necessidade de desincompatibilização é um teste importante para qualquer governante e não poderia ser diferente para os prefeitos. Foi uma questão de justiça, afirmou Daijó. O prefeito confirmou que é candidato, mas disse que ainda é cedo para iniciar negociações para compor possíveis alianças.
O quadro político de Foz está fragmentado e indefinido. O vice-prefeito Paulo Mac Donald (pré-candidato do PDT que rompeu a aliança com o prefeito), deputado estadual Chico Noroeste (PSC), o vereador Dilto Vitorassi (PT), Sâmis da Silva (PMDB) são nomes comentados no meio político da cidade para compor alianças ou tentar candidaturas próprias.
O secretário estadual de Defesa do Consumidor, Sérgio Spada, pré-candidato do PSDB e um dos principais adversários políticos do atual prefeito (perdeu a eleição de 1996 por uma diferença inferior a 1% dos votos válidos), concorda com a possibilidade reeleição sem a obrigatoriedade de desincompatibilização, mas faz ressalvas aos mecanismos de controle do uso da máquina nos municípios.
Temos que aprimorar o controle de gastos no último ano de mandato para evitar o endividamento eterno dos municípios, sugere o pré-candidato tucano. Para Spada, um dos mecanismos de controle seria estipular um teto para o orçamento no último ano de mandato.
Com a reeleição também nas pequenas localidades, corremos o risco de desmantelar as contas de milhares de municípios brasileiros prevê Sérgio Beltrame, pré-candidato do PFL.





