São Paulo - A CUT (Central Única do Trabalhador) diverge do do governo de Luiz Inácio Lula da Silva em relação a três pontos importantes da reforma da Previdência e vai se empenhar para modificá-las no Congresso Nacional.
Segundo o presidente da CUT, João Felício, a central não concorda com o teto de aposentadoria de R$ 2.400 e mantém a reivindicação de 20 salários.
Além disso, Felício também criticou a taxação de inativos e a elevação da idade mínima para aposentadoria em sete anos. No entanto, ele também fez diversos elogios ao governo Lula durante ato de comemoração do dia 1º de Maio, em Mauá, região do ABC paulista.
Segundo o líder da CUT, Lula já fez mais em quatro meses do que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em oito anos. Minimizando as próprias críticas, Felício afirmou que são normais as discordâncias do governo no PT, que, historicamente, sempre teve o apoio da CUT.
O presidente nacional do PT, José Genoino, que também participa do ato, concordou com Felício. ''A CUT é parceira histórica do PT e vice-versa. As divergências são normais, as centrais são autônomas, continuamos conversando sem problemas'', disse.

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