Curitiba - Apesar da chuva fina ontem de manhã em Curitiba, cerca de 400 manifestantes aderiram à manifestação programada para o Dia de Lutas e Mobilizações por Mudança na Política Econômica, organizada nacionalmente pela Central Única dos Trabalhadores (CUT). O ato começou às 9 horas, com concentração de trabalhadores de várias categorias na Praça Santos Andrade. Quando a chuva acalmou, os manifestantes saíram em passeata até a Boca Maldita.
Nas faixas e cartazes carregados pelos participantes a população podia identificar os motes da manifestação: pela geração de emprego, redução das taxas de juros, aumento real de salários, distribuição de renda, criação de uma política permanente de recomposição do salário mínimo, retomada do crescimento econômico, entre outros pontos.
''Queremos que o governo Lula se volte para as políticas sociais. A reforma agrária está muito tímida e desse jeito não vai alcançar a meta para este ano, de assentar 115 mil famílias. O novo salário mínimo (R$ 260) só causou frustração. O programa Fome Zero se tornou uma política compensatória'', explicou Cesar Sanson, da Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), entidade que organizou a manifestação junto com a CUT.
O presidente da CUT no Paraná, Roni Anderson Barbosa, complementou, afirmando que, apesar da economia dar sinais de melhora a partir deste ano, as entidades querem que o governo federal faça mudanças urgentes na atual política econômica. ''O governo precisa implementar com maior velocidade medidas que mudem a rota da política econômica, para que haja desenvolvimento social'', afirmou.
Sanson ressaltou, ainda, que a manifestação não significa que o movimento seja adversário do governo Lula. ''O problema é que o próprio governo apresenta como sua grande vitória nestes 18 meses a manutenção da estabilidade. E para isso ele teve que manter a mesma política econômica, sem fazer nenhuma ruptura. É a política de marcha-ré'', argumentou.

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