Curitiba - A Central Única dos Trabalhadores (CUT) fez ontem um ato público em defesa das empresas estatais brasileiras. Em Curitiba, foi escolhida a sede administrativa da Companhia Paranaense de Energia (Copel) -ameaçada de privatização no governo Jaime Lerner (PSB). Os sindicalistas declararam apoio a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Eles temem que o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), privatize empresas estatais estratégicas. ''O projeto do PSDB é o Estado mínimo. Eles acreditam que o Estado tem que administrar apenas em áreas como saúde, educação, segurança pública. O mercado tem que ser devolvido para o setor privado. Pensamos diferente. As estatais são estratégicas para garantir tarifas justas'', ponderou Artur Henrique da Silva Santos, presidente nacional da CUT.
Santos informou que nos últimos 11 anos as tarifas de energia subiram 157%. Uma das responsáveis, segundo ele, foi a privatização das empresas de energia em todo o Brasil. ''Temos que defender as poucas que restam, como a Copel. Que são estratégicas e rendem lucros para o Estado. Temos que proteger também a Petrobras. Não podemos entregar nossas empresas'', analisou ele. O sindicalista pretende fazer atos semelhantes em vários municípios brasileiros que sejam sedes de estatais. À tarde, ele esteve em Araucária (Região Metropolitana de Curitiba) para ''abraçar'' a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar).
Integrantes da CUT, apoiados por Santos, incorporaram-se ontem à campanha do candidato à reeleição para o governo do Paraná, Roberto Requião (PMDB). Tendo como argumento a defesa intransigente de Requião pela não privatização, sobretudo da Copel. ''A maioria está com Requião, sobretudo em razão de seu posicionamento em relação às privatizações'', explicou o presidente regional da CUT, Roni Anderson Barbosa.
Segundo ele, apesar do posicionamento pessoal do candidato oposicionista, Osmar Dias (PDT), também ser contrário às privatizações, o fato de ele estar unido com o grupo que apoiava o ex-governador Jaime Lerner, em cujo governo foi vendido o Banco do Estado do Paraná e tentou-se vender a Copel, fez com que os militantes abandonassem essa candidatura. ''A Copel é o símbolo da resistência da população em relação às privatizações'', afirmou Barbosa. (Com Agência Estado)

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