CUT marca para 10 de novembro novo protesto
Cleide Silva
Agência Estado
De São Paulo
Com um dos maiores índices de impopularidade já registrados no País principalmente por causa do número recorde de desempregados, o presidente Fernando Henrique vai enfrentar no dia 10 de novembro mais uma manifestação contra sua política econômica. A CUT anunciou ontem a realização do Dia Nacional de Paralisação e Protesto em Defesa do Emprego e do Brasil.
Dessa vez não serão 100 mil, mas milhões, disse o presidente nacional da CUT, Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho, referindo-se à marcha realizada em Brasília em agosto. O movimento será precedido de uma série de outros protestos que já estão sendo organizados, como o festival de greves dos trabalhadores do setor automobilístico (que começou ontem e termina no dia 28 de outubro), marcha dos sem-terra em Brasília (dia 7) e o Grito Latino-Americano contra a Exclusão Social, que será realizado na Ponte da Amizade, em Foz do Iguaçu (PR), com participantes de 12 países (dia 12). Não se trata de uma greve com o slogan fora FHC, mas qualquer um que queira manifestar-se nessa linha terá ampla liberdade, disse Vicentinho.
A CUT prepara reinvindicações que vão da suspensão da dívida externa até redução da jornada de trabalho para 36 horas, aumento de 10% para todos os trabalhadores, reforma agrária, instalação da CPI da Telebrás e contra o projeto do governo para a Previdência Social.





