A Central Única dos Trabalhadores (CUT-PR) estima que novas categorias de servidores públicos federais devam aderir à greve no Paraná nesta semana. O movimento reivindica aumento salarial e ocorre em todo o País. De acordo com o secretário-geral da CUT no Estado, Florisvaldo de Souza, funcionários do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) e do Instituto Nacional da Colonização e Reforma Agrária (Incra) devem decidir pela paralisação durante assembléias que serão realizadas amanhã.

Em reunião com sindicatos, na sexta-feira à noite, a CUT definiu novas estratégias de ação. Segundo o secretário da CUT, na quinta-feira haverá manifestação de professores, servidores estaduais e federais, que devem se reunir na Praça Tiradentes, no centro de Curitiba, e seguir até o Palácio Iguaçu, sede do governo do Estado. ''O funcionalismo estadual vai tentar marcar audiência com o governador Jaime Lerner (PFL) para apresentar suas reivindicações de aumento salarial'', disse Souza.

A partir de amanhã, o movimento vai contar com o apoio dos funcionários da Delegacia Regional do Trabalho (DRT). Os 124 técnicos-administrativos do órgão decidiram por unanimidade cruzar os braços no Estado. Os fiscais da DRT fazem assembléia na sexta-feira para definir posição.

Já paralisaram as atividades servidores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) de Paranaguá, Londrina e Maringá. Também já aderiram à greve, os funcionários, professores e alunos da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet).

Souza afirmou que não há cálculos exatos sobre o número de servidores parados no Paraná, mas ele estima que o total ultrapasse a 5 mil. Os grevistas pedem reajuste de 75,48%, o equivalente a sete anos sem reposição salarial. O governo federal quer dar 3,5% de aumento no ano que vem.

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