CUT defende mínimo regional de R$ 437
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segunda-feira, 24 de abril de 2006
Andréa Bordinhão<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A Central Única dos Trabalhadores (CUT) do Paraná defendeu ontem em discurso na tribuna da Assembléia Legislativa a implantação do salário mínimo regional de R$ 437, projeto de autoria do governo do Estado. Com um discurso semelhante ao da Força Sindical do Paraná, que falou aos deputados no último dia 18, o presidente da entidade, Roni Anderson Barbosa, defendeu que o novo salário vai melhorar a distribuição de renda dos trabalhadores do Estado e, também com base nos estudos do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-enconômicos (Diesse), afirmou que o impacto para os empresários será mínimo. O presidente da Assembléia, deputado Hermas Brandão (PSDB), afirmou ontem que a vatação do projeto será nominal.
''Temos que separar o salário mínimo regional do desemprego e informalidade. São dois temas diferentes'', defendeu Barbosa. ''Este é um projeto que ajuda o Paraná, que hoje tem a pior distribuição de renda do Sul do País'', completou usando a mesma alegação da Força Sindical do Paraná e da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Paraná (Fetaep), que falou aos deputados no útimo dia 19. Ainda se equiparando ao discurso das demais entidades que defendem os trabalhadores, Barbosa afirmou que, de acordo com dados do Dieese, o novo salário vai beneficiar cerca de 500 mil trabalhadores e não vai ter impacto nas grandes empresas, que já pagam mais que isso. As médias e pequenas empresas sofreriam impacto de apenas 0,9%, já que o governo do Estado proporcionou isenção de ICMS.
O presidente da CUT defendeu também que, além de beneficiar os segmentos de trabalhadores que não fecham acordos coletivos de trabalho com os patrões, vai ajudar os que fecham acordos abaixo desse piso, uma vez que vai aumentar a referência. ''E tem o impacto social, que é muito importante'', afirmou. Barbosa disse que a CUT-PR vai fazer manifestações no dia 1º de maio, dia do trabalho, e um dos temos abordados será o salário mínimo regional. A entidade vai discutir o novo salário também em seu congresso, que acontece entre os dias 28 e 30 de abril e promete lotar as galerias de trabalhadores no dia da votação. ''Quermos mostrar que estamos de olho no voto dos deputados.''
O presidente da Casa, Hermas Brandão, garantiu a aprovação do projeto, que tem votação marcada para o dia 3 de maio. Brandão acredita que como a votação vai ser nominal, dificilmente algum deputado votará contra. Hoje vão falar os deputados a Nova Central Sindical Trabalhista (NCST). Na quarta-feira devem ir à Assembléia a Associação Comercial do Paraná (ACP) e a Federação das Associações Comerciais, Industriais e Agrícolas do Estado do Paraná (Faciap). Na próxima terça-feira, a Federação dos Agricultores do Estado do Paraná (Faep) vai expor seus argumentos sobre o mínimo na Assembléia.


