Custódio deve continuar no cargo
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quinta-feira, 03 de julho de 2008
Karla Losse Mendes<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - O vereador de Curitiba Custódio da Silva (PR) tentou se defender ontem, em entrevista coletiva, das acusações de que teria mantido funcionários fantasmas em seu gabinete, durante duas legislações, entre 1993 e 2000. Uma decisão do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná, tomada em 29 de maio e divulgada anteontem, manteve a condenação por crime de peculato e a pena de prisão por nove anos e dois meses, em primeiro grau.
Para o vereador, a decisão é resultado de perseguição política. ''É a perseguição de uma elite, que não quer ver o trabalhador prosperando.'' Ele alega que, apesar da condenação, não há prisão decretada e que todos os funcionários de seu gabinete trabalharam regularmente. Questionado se colocaria à disposição a lista de funcionários deste período, ele foi orientado por seus advogados a não fornecer a informação. Os advogados alegaram que o processo ainda não está concluído e que esta era uma medida para supostamente proteger as possíveis vítimas.
De acordo com um dos advogados do vereador, Clélio Toffoli Júnior, Custódio não corre risco de perder o mandato e nem de ter a candidatura à reeleição negada. De acordo com informações da Câmara Municipal, o TJ pode enviar um ofício ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PR) determinando a substituição do vereador.
O advogado informou ainda que já entrou com um recurso especial no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e um recurso extraordinário no TJ, ambos solicitando que o processo seja julgado pela esfera superior. Ele afirmou também que Custódio está sendo vítima de calúnias na imprensa e que pretende ingressar com ações na Justiça por danos morais.


