Custo da operação abate CPI já passa dos R$ 89 milhões
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segunda-feira, 14 de maio de 2001
Chico Araújo Agência EstadoDe Brasília 
O governo não se intimidou com as denúncias de que estaria liberando dinheiro do Orçamento para atender aos parlamentares que recuaram no apoio à CPI da Corrupção. Somente ontem, a Secretaria Especial de Desenvolvimento Urbano, gerida pelo ministro Ovídio de Ângelis, do PDMB, liberou R$ 10,6 milhões, pela Caixa Econômica Federal (CEP) para atender emendas de parlamentares.
Com os valores de ontem, chega a R$ 89,1 milhões o custo parcial (somente em maio) da operação montada pelo governo para enterrar a CPI. O montante é superior ao valor liquidado pela CEF durante todo o ano, de R$ 67,5 milhões. O total de verbas liberadas foi levantado pelos deputados João Paulo (PT-SP) e Agnelo Queiroz (PC do B-DF) no Sistema de Administração Financeira Federal (Siafi).
Até ontem, os Estados mais beneficiados foram Bahia (R$ 6,8 milhões), Roraima (R$ 61,1 milhões), Santa Catarina (R$ 3,9 milhões), Piauí (R$ 3,8 milhões) e Rio (R$ 3,6 milhões). Foi na Bahia e no Rio onde o governo obteve o maior número de retirada de assinaturas do requerimento da CPI: dos 20 deputados que desistiram, nove são desses dois Estados.


