Curso de tiros pode ter munições vencidas
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segunda-feira, 06 de maio de 2013
Loriane Comeli <br>Reportagem Local 
Cerca de 52 mil munições compradas em 2011 para o curso de tiro de Guarda Municipal de Londrina estão com o prazo de validade praticamente no final: os projéteis vencem em 05 de junho deste ano, ou seja, em menos de um mês. A intenção é utilizar o material no curso de tiros que será ministrado aos guardas, porém, ainda sem data para ocorrer.
O secretário de Defesa Social, coronel Rubens Guimarães, disse que aguarda autorização da Polícia Federal para realizar o curso, que será ministrado por policiais civis por meio de parceria com a Secretaria Estadual de Segurança Pública. ''Queríamos começar o curso logo para utilizar a munição, mas, caso demore ainda um pouco mais, tenho a informação extraoficial de que a munição vencida pode ser usada no curso. Não pode ser usada no trabalho, no patrulhamento, mas pode ser usada nas aulas'', relatou, sem considerar eventual possibilidade de as armas não poderem ser utilizadas. Munições vencidas podem não disparar, mas não oferecem outros riscos, explicou o coronel.
Em razão da proximidade do final da validade dos projéteis, a Comissão de Segurança Pública da Câmara Municipal formulou pedido de informações à Defesa Social (que será votado na sessão de hoje) sobre maneiras de evitar prejuízos aos cofres públicos. ''Solicitamos que o Executivo nos informe se não seria possível permutar essa munição com as polícias civil ou militar ou se pode ser utilizada no curso mesmo com data de validade vencida ou por vencer'', afirmou o vereador Péricles Deliberador (PMN), presidente da comissão. ''Essa atual administração ''pegou o abacaxi'' e algumas coisas são difíceis de corrigir, mas queremos saber se o prejuízo pode ser evitado.''
A prefeitura comprou a munição em meados de 2011, ao custo de R$ 107,7 mil. A aquisição ocorreu sem licitação, já que a fornecedora, a Companhia Brasileira de Cartuchos, tem exclusividade no comércio deste produto. O município também já tem armas - pistolas e revólveres - que custaram cerca de R$ 1,2 milhão e foram adquiridas no final de 2011. Todo o material está armazenado em instituições militares de Apucarana e Rolândia.


