Curitiba - Nas ruas de Curitiba, a campanha dos candidatos nas eleições deste ano ainda é tímida. Apesar de ontem ter sido o primeiro dia de campanha oficial nas ruas, panfletos e bandeiras são vistos em pontos isolados do anel central da cidade. Os carros de som ainda são raros. Para os eleitores, a calmaria dos primeiros dias de campanha é sinônino de tranquilidade. ''Acho que a campanha de rua é positiva. Mas os candidatos podem fazer isso sem exageros. Barracas por todo o anel central, por exemplo, não é o melhor caminho'', afirmou a teleatendente Marcela Vieira de Souza, de 22 anos.
O estoquista José Paulino, 43 anos, está sentindo falta da publicidade audio-visual. Para ele, esta é a forma mais aceitável de se fazer campanha e apresentar projetos para a população. ''O candidato precisa aparecer e mostrar o que já fez em prol da comunidade. O povo não aguenta é o blá-blá-blá das propagandas de rádio e televisão'', avaliou o estoquista.
Já o funcionário público Areus Dove, 40 anos, não suporta a panfletagem nas ruas da cidade. Para ele, o eleitor vê o panfleto e ajuda a poluir a cidade. ''Eu nem pego este tipo de propaganda. Sei que não vou ler mesmo'', disse o servidor. Dove ainda é contra as propagandas de rua com aglomerações e comícios. ''Acho que o eleitor quer agora é ver propostas, avaliar o retrospecto do candidato. As publicidades exageradas não levam a nada.''
A teleatendente Ana Carolina Santos, 22 anos, concorda com todo tipo de propaganda política. Desde que não haja agressões. ''O problema é quando os candidatos começam a apelar. Enquanto a propaganda é bem feita, nas ruas ou em mídias pagas, não tem problema. O candidato precisa se expor ou o eleitor nem saberá quem ele é e quais são suas idéias.''
Aos 72 anos, o aposentado Nelson Dambinski vai votar novamente. Apesar de não ter obrigação legal, ele ainda acredita no poder do voto. ''O povo está decepcionado com a política. Mas somente o voto pode mudar os políticos. Por isso vou votar sempre'', afirmou ele. Dambinski não é contra as propagandas eleitorais, mas acredita que sempre elas devem ser acompanhadas de projetos de governo. ''Não adianta o candidato ter gastos milionários. Ele precisa, mesmo com poucos recursos e apenas panfletagens, mostrar o que pretende fazer pela sua cidade. Quem muito gasta, não tem muito o que mostrar'', complementou o aposentado.

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