Curitiba terá 85 candidatos a menos para vereador este ano
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quarta-feira, 07 de julho de 2004
Maria Duarte<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Oitenta e cinco candidatos a menos disputam as vagas de vereador em Curitiba este ano. Em 2000, 691 candidatos brigaram nas urnas pelas 35 cadeiras. Agora, 606 tentam conquistar as 38 vagas, pois a Câmara de Curitiba conta com três cadeiras a mais por conta da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que fixou novo número de vagas.
Em 2000, dos 691 candidatos a vereador na Capital, 135 eram mulheres. E apenas três se elegeram: Arlete Caramês (PPS), Clair Martins (PT) e Julieta Reis (PFL). Porém, em 2002, Arlete Caramês elegeu-se deputada estadual, e Clair Martins conquistou uma cadeira na Câmara Federal.
Este ano, do total de 606 nomes registrados no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), 132 são mulheres. O número de mulheres candidatas a vice é o mesmo. Em 2000, duas mulheres disputaram a vice: Marta Cassarotti (PRTB) e Iara Loeffler (PDT). Este ano, Vera Helena Teixeira (PRTB) e Silvana Gioppo (PFL) compõem chapas como candidatas a vice.
Enquanto o número de candidatos a vereador diminuiu, o de candidatos a prefeito praticamente dobrou. Na eleição passada, quando Cassio Taniguchi (PFL) foi reeleito, sete disputaram a cadeira de prefeito. Agora são 13 candidatos sendo que oito deles pertencem a partidos nanicos, que podem oscilar durante a campanha pendendo para os candidatos de partidos mais estruturados.
Quase todos os 35 vereadores de Curitiba são candidatos à reeleição. Osmar Bertoldi, do PFL, é o único que com certeza não vai tentar a reeleição, porque é candidato a prefeito. Estão em dúvida os vereadores Ney Leprevost (PP) e Paulinho Lamarca (PT). Eles encaminharam o registro de candidatura a vereador ao TRE, mas decidem nos próximos dias se mantêm a decisão ou não.
O número de candidatos a vereador pode sofrer alterações. Até o dia 4 de agosto os partidos e coligações podem apresentar candidatos a vagas eventualmente ainda não preenchidas, ou substitutos. No caso da eleição majoritária (prefeitos e vices), a substituição por renúncia, morte ou inelegibilidade pode acontecer até 24 horas antes da eleição, conforme o TRE.


