Curitiba reuniu manifestantes na Boca Maldita
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domingo, 25 de agosto de 2019
Rafael Costa - Grupo Folha 

Curitiba – A capital paranaense foi uma das cidades que receberam atos do Movimento Vem Pra Rua neste domingo (25). As manifestações lideradas pela organização tinham como reivindicações centrais o veto integral à recém-aprovada Lei de Abuso de Autoridade; a indicação do coordenador da força-tarefa da Lava-Jato, Deltan Dallagnol, para a PGR (Procuradoria-Geral da República); a manutenção da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo STF (Supremo Tribunal Federal); e o encaminhamento dos pedidos de impeachment de Dias Toffoli, presidente da Corte, no Senado.
Além de Curitiba e Londrina, também tiveram atos no Paraná as cidades de Maringá, Pinhais e Ponta Grossa. O evento na capital paranaense começou por volta das 15 horas, na Boca Maldita — ponto tradicional de manifestações públicas na cidade. O evento se concentrou em uma quadra, entre dois carros de som, onde lideranças e convidados se revezaram ao microfone em falas contra a corrupção. A poucos metros, uma fila se formou para assinar um livro de apoio à Lava-Jato.
A pauta mais lembrada por lideranças do ato nos carros de som foi o pedido de impeachment de Toffoli. A derrubada de outros ministros do STF, como Gilmar Mendes, também foi mencionada.
Houve, ainda, críticas contra o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, além do PT e de empresas de comunicação.
Ao menos 12 estados e o Distrito Federal realizaram manifestações. No Sudeste, ocorreram em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. No Sul, houve manifestação no Paraná, enquanto no Centro-Oeste os atos foram realizados em Goiás e no Distrito Federal.
Já no Nordeste, Bahia, Maranhão, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Alagoas registraram manifestações, enquanto no Norte do País Belém (PA) sediou protestos. (Com Agências)


