Curitiba - Os vereadores de Curitiba aprovaram ontem por unanimidade o Orçamento para 2007 que prevê despesas com folha de pagamento e investimentos na ordem de R$ 3,06 bilhões. As discussões ficaram por conta das emendas individuais. Um acordo entre 37 dos 38 vereadores garantiu que cada parlamentar pudesse aprensentar um total de R$ 300 mil em emendas. Apenas a vereadora Josete Dubiaski (PT), conhecida como Professora Josete, não concordou. Sozinha, ela encaminhou emendas de mais de R$ 50 milhões. Todas foram rejeitadas pelos parlamentares.
Josete justificou que participou e promoveu cinco audiências públicas para colher sugestões da população. As sugestões colhidas foram reunidas em forma de emendas ao Orçamento. Entre os recursos que poderiam ser substituídos estariam, segundo Josete, os investimentos em propaganda -que seriam três vezes maiores do que para o Fundo Municipal de Habitação.
Para comunicação social o texto destina R$ 13,6 milhões. Para o Instituto Curitiba de Informática, que terceiriza o processamento de dados da prefeitura, R$ 56,5 milhões. Para o Fundo Municipal de Habitação, R$ 4,6 milhões. Já o Fundo Municipal da Criança receberia somente R$ 3 milhões. ''Esse acordo de cotas para emendas serve apenas para evitar que a lei orçamentária seja discutida em sua íntegra'', criticou Professora Josete. Os demais vereadores de oposição aceitaram o acordo e apresentaram emendas no valor estipulado. O vereador Celso Torquato (PSDB) criticou a parlamentar petista, dizendo que ela estava equivocada e fazendo demagogia.
O líder do governo municipal, Mário Celso Cunha (PSDB), disse que a maior parte das emendas apresentadas pela parlamentar já estavam contempladas -com outros valores- na peça orçamentária.

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