Curitiba - Cerca de 150 mil pessoas - segundo estimativa da Polícia Militar - passaram ontem pela praça Nossa Senhora de Salete, em frente ao Palácio Iguaçu em Curitiba, para participar das comemorações do Dia do Trabalhador. Durante o evento, o governador Roberto Requião sancionou a lei que instituiu o novo salário mínimo regional que agora varia entre R$ 527 e R$ 548. Segundo Requião, chegou o momento de partilhar o crescimento ecônomico do País com os trabalhadores. ''É o maior mínimo regional do país. Não tem sentido em um momento de crescimento econômico os trabalhadores não participarem disso'', afirmou.
A comemoração, organizada pela Força Sindical, chamada de ''1º de Maio Solidário'', está em sua 7 edição e foi marcada pelas reivindicações para diminuição da carga horária de trabalho. O governador se posicionou a favor da redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais sem redução salarial. ''O governo do Paraná é a favor da redução da jornada de trabalho. No governo já é assim há algum tempo'', completou Requião.
Antes de sancionar o novo mínimo, Requião foi questionado se acredita que a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Transparência será aprovada rapidamente pelos deputados estaduais. ''Espero que sim. É fundamental. Qual é a dificulade de mostrar ao nosso patrão, que é o povo, os nossos gastos?'', respondeu o governador.
Para o presidente da Força Sindical, Sérgio Butka, que representa 110 sindicatos e cerca de 1 milhão de pessoas no Paraná, a redução da jornada de trabalho é uma alternativa também para aumentar o número de empregos. ''Reduzir a jornada de trabalho significa mais qualidade de emprego. Mais pessoas poderão ingressar no mercado de trabalho'', explicou Butka.
A Força Sindical está reunindo assinaturas de milhares de trabalhadores favoráveis à redução da jornada de trabalho. Segundo Butka, o número já chegou a 50 mil assinaturas. ''Esperamos mais 20 mil assinaturas e, no país inteiro, chegar a um milhão e meio de assinaturas'', disse. No dia 28 de maio, a Força Sindical deve levar as assinaturas a Brasília, onde representantes das centrais sindicais devem ser recebidos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Os trabalhadores que compareceram nas comemorações puderam acompanhar uma missa celebrada pelo padre Reginaldo Manzzoti, shows musicais, além de poder fazer carteira de trabalho gratuita, entrar com pedido de seguro de desemprego, doar sangue e entrar no cadastro de doadores de medula óssea.

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