Curitiba - No dia da eleição, pessoas que forem pegas em Curitiba fazendo algum tipo de propaganda eleitoral, inclusive os próprios candidatos, estão sujeitas à legislação eleitoral e serão encaminhadas, pela Polícia Militar (PM), ao ginásio da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Paraná, no Prado Velho. No local, a Justiça Eleitoral manterá plantão durante todo o dia com uma equipe de três juízes, sendo dois juízes da Vara de Execuções Penais (VEP) e um da Vara da Adolescência, três promotores do Ministério Público (MP) estadual, três representantes da Defensoria Pública e delegados da Polícia Federal (PF), que decidirão por penas alternativas adequadas para cada caso. Em seguida, as pessoas serão liberadas.
Segundo o juiz responsável pela propaganda eleitoral de rua no município de Curitiba, Fernando Ferreira de Moraes, a ''Operação boca-de-urna'', montada para essa eleição, visa aplicar a lei eleitoral, ao contrário de outros anos, quando as pessoas eram obrigados a ficar no ginásio até o final do processo eleitoral (17 horas), e depois eram liberados. Como a maioria dos crimes eleitorais com exceção de transporte a eleitores é de menor potencial ofensivo, as penalidades previstas podem ser substituídas por penalidade alternativa. O infrator será liberado em seguida. Se for encaminhado novamente, ele fica sujeito a responder a inquérito criminal.
Os adolescentes detidos durante a operação receberão orientações por meio de um vídeo, e o juiz da Vara de Adolescentes Infratores de plantão decidirão as medidas sócio-educativas necessárias.
É considerado boca-de-urna e, portanto, proibida a distribuição de santinhos, a aglomeração de candidatos uniformizados ou com bandeiras de candidatos, passeatas partidárias ou qualquer manifestação que possa induzir o eleitor a escolher um candidato antes da votação. Os fiscais e delegados de partidos devem ter crachá apenas com a identificação da pessoa e partido ou coligação que represente, sem símbolos ou números que identifiquem um candidato.

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