Curitiba defende segurança integrada
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quarta-feira, 18 de outubro de 2000
Rubens Burigo Neto De Curitiba 
Os projetos e propostas na área de segurança pública dos dois candidatos a prefeito de Curitiba, Ângelo Vanhoni (PT) e Cassio Taniguchi (PFL), devem ser integrados com os municípios da Região Metropolitana. A opinião é de três moradores do município que representam associações de bairro e conselhos comunitários de segurança.
É claro que nossos problemas não são diferentes dos que ocorrem no Jardim Social. A violência até que diminuiu, mas ainda precisamos mais policiamento ostensivo porque ainda temos bastante casas arrombadas no bairro, argumenta Cleusa Maria Capato, que faz parte da Ação Solidária S.O.S. Segurança, do Bairro Tatuquara.
De acordo com estatísticas da Polícia Civil, foram cometidos 449 homicídios na capital e na Região Metropolitana no primeiro semestre deste ano, contra 409 no mesmo período de 1999. Em julho e agosto foram praticados 31 homicídios na região. O número de furtos (simples ou com uso de armas) diminuiu nos primeiros seis meses deste ano: foram 10.216 até o fim de junho, contra 11.270 no primeiro semestre do ano passado.
Dalcion Basso, membro do Conselho Comunitário de Segurança do centro de Curitiba há 11 anos, lembra aos candidatos que os projetos municipais para o setor dependem da vontade política do governador do Estado. Nossos maiores problemas são o desemprego e a segurança. Pode-se solucionar isso colocando civis para fazer o trabalho administrativo nos quartéis da PM e municipalizando a polícia, opina.
O presidente da Femoclan, entidade comunitária formada por mais de 1,5 mil associações de moradores, Nilson Pereira, acredita que o poder público municipal deveria estabelecer um canal direto para solucionar as questões da violência. Gostaríamos de ter um delegado diretamente ligado às associações de bairro das áreas mais críticas da cidade e também na Região Metropolitana, explica.
Todos os líderes comunitários também concordam que é preciso aumentar o efetivo da Polícia Militar (PM) para, assim, diminuir os índices de criminalidade. Segundo informações do comando da PM, serão contratados mais dois mil PMs até 2002.
A prioridade é que sejam incorporados em julho de 2001 mais 750 policiais em Curitiba, que tem um efetivo menor do que estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU). A capital conta com um policial para cada 825 habitantes e na Região Metropolitana o parâmetro é de um PM para 1.144 moradores. Curitiba possui 1,5 milhão de habitantes, e a Região Metropolitana, formada por 40 municípios, registra 2,5 milhões de habitantes.
Na semana passada, o comandante-geral da PM, coronel Guaraci Moraes Barros, informou à Folha que até dezembro deverão ser instalados 13 grandes núcleos de segurança, onde deverão atuar em conjunto policiais civis, bombeiros e agentes comunitários da prefeitura. Quatro eles já estão operando, em fase de experiência Passeio Público, Parque dos Tropeiros e praças Plínio Tourinho e do Atlético.


