Curitiba concentrará novas repartições, pela proposta
O texto do anteprojeto encaminhado à Assembléia Legislativa (AL) cria nove cartórios de Registro de Imóveis no Estado (quatro em Curitiba), cinco cartórios distritais todos na capital , 10 tabelionatos de Protestos de Títulos (quatro em Curitiba) e cinco Tabelionatos de Notas (quatro na capital, acumulando Registro Civil).
A coordenadora do Sindijus, Roseli Colussi, faz críticas à forma como são administrados os cartórios. ''O que deveria ser um serviço público acaba sendo como que privatizado, com estrutura de serviço público. Uma série de prédios que abrigam cartórios são públicos, e a segurança também é paga pelos cofres públicos.''
Segundo Roseli, os membros do sindicato ainda não puderam fazer uma análise mais apurada da matéria porque não receberam uma cópia do anteprojeto. ''Estamos insistindo, mas até agora nada'', protestou. Ela teme que os titulares dos novos cartórios sejam escolhidos por indicação política. O presidente do Tribunal de Justiça (TJ), desembargador Vicente Troiano Netto, disse que as vagas serão preenchidas por meio de concurso público ou remoção de funcionários.
O presidente da Associação dos Notários e Registradores do Brasil (Anoreg), Rogério Portugal Barcellar, também tem críticas ao anteprojeto, por entender que ''não houve critério na criação dos cartórios, pois não foi feita pesquisa para detectar onde eram necessários. A Anoreg não foi procurada''.
O TJ informa que, para determinar os locais dos novos cartórios, foram considerados dados do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), sobre população e áreas que ainda não dispunham do serviço.





