O presidente da Alep (Assembleia Legislativa do Paraná), deputado estadual Alexandre Curi (PSD), deve fechar entre quarta-feira (1º) e quinta-feira (2) sua filiação ao Republicanos, de olho na disputa pelo governo do Estado em outubro. A assessoria do parlamentar não confirma oficialmente a troca partidária, mas fontes próximas a Curi apontam que a filiação é questão de tempo.

A tendência é que o deputado estadual vá a Brasília nesta quarta-feira, com previsão de assinar a ficha de filiação do Republicanos até quinta-feira, nos últimos momentos da janela partidária, que termina no sábado (4). Curi é mais um nome que deixa o PSD em meio à indefinição do governador Ratinho Junior (PSD) sobre quem irá apoiar na disputa pela sucessão estadual.

A FOLHA apurou que quem deve caminhar com Curi é o ex-prefeito de Curitiba e secretário estadual de Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca, que trocou o PSD pelo MDB também de olho na eleição de outubro. A ideia é uma composição entre os dois nomes, que seguem na base do governador.

Nos últimos dias, um manifesto de prefeitos que apoiam a candidatura de Curi começou a circular, com cerca de 190 assinaturas, o que deu fôlego à pré-candidatura do deputado. Na lista, prefeitos afirmam que o deputado reúne “experiência, equilíbrio e capacidade de diálogo” para comandar o estado.

Leia mais:

Mas, ao que tudo indica, o governador deve seguir com o ainda secretário estadual das Cidades, Guto Silva (PSD), como seu escolhido para a corrida eleitoral, já que o prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel (PSD), resistiu a renunciar ao cargo para disputar o governo. O discurso, porém, segue sendo o de que o martelo será batido apenas nas convenções, entre 20 de julho e 5 de agosto. A depender do desempenho dos candidatos governistas nas pesquisas, o apoio de Ratinho pode mudar, seja para um nome do PSD ou de um partido aliado.

Quem vem buscando se fortalecer é o senador Sergio Moro (PL), que lidera as pesquisas no Paraná e é apoiado pelo pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), mas que precisa lidar com a reação de prefeitos à sua chegada ao partido. A maioria deles anunciou debandada, mas há também quem queira entrar na legenda após a saída do deputado federal Fernando Giacobo (sem partido), ex-presidente estadual do PL.

A aproximação de Moro com o PL também foi resultado da indefinição de Ratinho Junior, que, até abandonar o plano, insistia em manter uma pré-candidatura à Presidência da República. Esse cenário contribuiu para o racha na aliança entre PSD e PL, costurada nas eleições de 2024 no Paraná. Fora da disputa nacional, Ratinho deve concentrar esforços na tentativa de eleger seu candidato à sucessão.

mockup