A executiva nacional do PSDB deve decidir hoje à noite se dissolve a direção do partido no Paraná. O pedido de dissolução foi feito pelo deputado federal Basílio Villani (PR). Ele questiona a legitimidade do atual presidente regional do PSDB, Luiz Carlos Hauly, que ocupa o cargo desde o final de junho, quando o presidente anterior, o senador Alvaro Dias, renunciou.

Na tentativa de evitar a dissolução e manter os alvaristas no comando, os tucanos paranaenses apresentaram uma proposta à presidência nacional: não dissolver e montar uma direção composta pelos aliados de Alvaro e pelo grupo do ex-governador José Richa e do presidente da Itaipu, Euclides Scalco.

O presidente nacional, deputado José Aníbal (SP), apresentou contraproposta, propondo a dissolução e a montagem de uma executiva de comum acordo. Hauly, que encaminhou defesa na semana passada, aposta em um entendimento.

Alvaro enfrenta processo de expulsão e anuncia no dia 22 seu destino partidário. A cúpula nacional alega que ele está sendo punido porque apoiou a criação da CPI da Corrupção para investigar o governo do presidente Henrique Cardoso Cardoso. A expulsão e a dissolução do diretório enfraquecem o projeto político de Alvaro, pré-candidato declarado ao Palácio Iguaçu.

Tucanos ligados a Alvaro prometem uma debandada. O primeiro a se afastar do partido será o deputado federal Max Rosenmann, que deve assinar ficha no PPB. O deputado Augustinho Zucchi não acredita que seja possível uma composição entre os grupos de Alvaro e de Richa. ''O projeto deles é diferente do nosso.''. Para ele, a executiva nacional quer se livrar dos alvaristas e montar uma direção que apoiaria o grupo do governador Jaime Lerner (PFL) nas eleições do próximo ano.

Hauly está disposto a aceitar Richa, Scalco e o vice-prefeito de Curitiba, Beto Richa (filho de José Richa). O veto unânime é ao prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL). (M.D.)

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