Cúpula do PDT faz exigências a futuros candidatos
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domingo, 03 de junho de 2007
Catarina Scortecci<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O secretário nacional do PDT, Manoel Dias, afirmou que só serão permitidos os lançamentos de candidaturas às eleições de 2008 nos municípios onde existir uma sede física da legenda. ''Nas cidades sem núcleo de base, sem sede, não serão permitidas realizações de convenções municipais'', declarou Dias, de passagem por Curitiba no último sábado para a inauguração da Universidade Aberta Leonel Brizola. A exigência, segundo ele, deve evitar a candidatura de pessoas que não estão ligadas ideologicamente ao PDT.
A posição da cúpula vai de encontro com a recém-criada Universidade Aberta Leonel Brizola, cujo objetivo é dar capacitação política a militantes através do ensino a distância, via satélite. ''Um prefeito e um vereador do PDT não pode ser igual a um prefeito e um vereador do DEM, por exemplo. Nós somos do socialismo democrático, nacionalista'', disse.
Questionado sobre as peculiaridades existentes nas coligações já realizadas nos Estados - em 2006, o pedetista Osmar Dias, então candidato ao Governo do Paraná, recebeu apoio, no segundo turno, do PFL (hoje DEM) -, Dias sugeriu que as uniões com siglas que vêm de outras correntes políticas acontecem justamente por ''falta de formação política''. ''A Universidade Aberta dará mais consciência política (aos pré-candidatos)''.
O secretário estadual do PDT, Larson Leitzke, informou que no Paraná as discussões sobre a reestruturação da legenda para as eleições de 2008 começaram no último dia 12 de maio e seguem até o dia 10 de setembro. Durante o período, estão previstas reuniões em todas as regiões do Estado. ''A orientação é ter candidato próprio nas eleições majoritárias e proporcionais para fortalecer o partido'', disse Leitzke.
Em relação ao fato de alguns prefeitos e vereadores do PDT teram apoiado a reeleição do governador do Estado, Roberto Requião (PMDB), no ano passado, Leitzke sugeriu que a posição da sigla agora não é mais a de expulsar os ''infiéis''. ''Um partido tem que ser maior do que essas questões'', declarou ele. A expulsão havia sido defendida pela cúpula do PDT. No Paraná, hoje existem 35 prefeitos, 31 vice-prefeitos e 362 vereadores filiados ao PDT.


