Cunha Lima denuncia companheiro de partido na Paraíba
A guerra eleitoral travada pelos grupos políticos do senador Ronaldo Cunha Lima e do governador da Paraíba, José Maranhão - os dois do PMDB - deverá agravar-se no neste fim de semana. Cunha Lima pretende divulgar uma fita acusando Maranhão de comprar delegados à convenção do PMDB do dia 24, quando será escolhido o novo diretório do partido. Cunha Lima e Maranhão são candidatos ao governo do Estado.
Na fita em poder de Cunha Lima, o advogado Delosmar Mendonça Júnior, assessor jurídico de Maranhão, tentaria comprar um delegado do PMDB por R$ 25 mil, além de lhe prometer um cargo de diretor no Instituto de Previdência do Estado da Paraíba (Ipep). Na conversa, o delegado partidário diz que não está recebendo nenhuma vantagem por ficar ao lado de José Maranhão, e lembra que tem dívidas. A voz que seria do advogado pergunta de quanto é a dívida e o delegado - que não é identificado - afirma que é de R$ 25 mil.
Logo em seguida, a voz atribuída a Delosmar Júnior informa que este problema será resolvido e pergunta se o delegado quer mais alguma coisa. Este diz que gostaria de ser nomeado superintendente do Ipep. A outra voz responde que não será possível atender ao pedido de nomeação para a superintendência, mas sugere uma diretoria do instituto de previdência.
O advogado Delosmar Júnior negou ser o dono da voz que aparece na fita. É uma acusação grosseira e despropositada, porque eu não tenho poderes de negociar nada em nome do governador. Delosmar disse que é advogado e professor universitário e que vem prestando assessoria a José Maranhão na parte jurídica, porque é especialista em Direito Eleitoral. Não tenho autoridade para ser interlocutor do governador, disse. Ele afirmou ainda que pretende processar os que o acusarem. O governador Maranhão disse, por intermédio de sua assessoria, que a fita é uma montagem grosseira.
Embora sejam do mesmo partido, Cunha Lima e José Maranhão vivem atualmente em um processo de agressão mútua. Cunha Lima acusou o governador de aliciar delegados à convenção, contratar parentes de convencionais, oferecer vantagens de todo tipo, por máquinas do governo em terrenos particulares e de ter programado abrir 900 poços de água no sertão. O governador respondeu a Cunha Lima dizendo que não há nenhuma prova do que o senador está falando. Se ele tivesse as provas estaria me processando, disse Maranhão.





