Cunha deve autorizar instalação de CPI
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quinta-feira, 05 de fevereiro de 2015
Daiene Cardoso e Daniel Carvalho<br>Agência Estado 
Brasília - O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), deve autorizar hoje a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras. "A Petrobras hoje é um assunto que tem que ser passado a limpo e vai ser passado a limpo", defendeu Cunha, demonstrando preferência pela viabilização de uma comissão mista no Congresso.
Como na Câmara só podem funcionar cinco CPIs por vez, oposição e base aliada passaram os últimos três dias coletando assinaturas para preencher as vagas. Além da comissão da estatal, aguardam deferimento o requerimento para investigar os planos de saúde, outro para discutir a interferência de pesquisas eleitorais nos últimos pleitos a partir de 2010 e, do lado governista, dois pedidos do PT: um para investigar a violência contra jovens negros e pobres e outra para apurar a violência no Brasil.
Cunha avisou aos oposicionistas que vai analisar os pedidos por ordem de chegada. O critério para a instalação é a conferência das assinaturas necessárias (pelo menos 171) e se há fato determinante para a criação da comissão. Ele já concluiu que o requerimento da CPI da Petrobras cumpriu todos os critérios para sua instalação. Os partidos de oposição contam com a possibilidade de rejeição das CPIs governistas para emplacar pelo menos a CPI do setor elétrico contra o governo.
Além das assinaturas dos parlamentares do PSDB, PPS, PSB e DEM, a oposição obteve o apoio de 52 deputados da base aliada. Foram recolhidas 186 assinaturas, sendo quatro rejeitadas. Das 182 válidas, 14 eram de parlamentares do PDT, 12 do PSD, 10 do PMDB, sete do PR, cinco do PP, duas do PRB, uma do PTB e uma do PROS. Entre os que apoiaram o pedido estão o líder do PDT, André Figueiredo (CE), o candidato a líder da bancada do PMDB Danilo Forte (CE), os estreantes Clarissa Garotinho (PR-RJ) e Sérgio Reis (PRB-SP), os deputados Jair Bolsonaro (PP-RJ) e Tiririca (PR-SP).
Ontem, o PSDB do Senado começou a coletar assinaturas para a criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Petrobras no Congresso. Naquela Casa já foram recolhidas 18 assinaturas, sendo que o mínimo necessário é de 27 apoiamentos. Como o clima na Câmara vem se mostrando mais hostil aos interesses do Palácio do Planalto, alguns líderes oposicionistas já avaliam a possibilidade de levar adiante só a CPI dos deputados. Os senadores, no entanto, não gostariam de ficar de fora das investigações no Congresso. "Vamos coletar as assinaturas e sentar com eles (deputados) para conversar", declarou o senador Aécio Neves (MG).


