Os integrantes do Movimento pela Moralização da Administração Pública realizaram ontem de manhã um culto ecumênico no Calçadão de Londrina, em frente ao Banco Itaú. O objetivo, mais uma vez, foi prestar apoio ao trabalho do Ministério Público, que comprovou desvios de pelo menos R$ 16 milhões dos cofres da prefeitura. Todo sábado o movimento tem realizado atividades para lembrar a população sobre a corrupção na Prefeitura de Londrina.
O culto, que reuniu cerca de 500 pessoas, segundo a organização, foi conduzido pelo pastor Sidney de Oliveira Barbosa, da Igreja Presbiteriana do Jardim Bandeirantes (zona oeste), e pelo frei Adelino Frigo, coordenador das pastorais na cidade. Frigo representou o arcebispo de Londrina, dom Albano Cavalin. Muita gente que passava pelo calçadão parou para acompanhar o trabalho dos religiosos. Também foram distribuídas rosas brancas e vermelhas.
Para o padre Manoel Joaquim, assessor de comunicação da Arquidiocese de Londrina, que integra o movimento, é fundamental a união de católicos e protestantes num momento em que a cidade se mostra indignada com tantas denúncias de corrupção. ‘‘Também é uma questão de fé: o inimigo é difícil de ser derrotado e a oração é importante’’, afirmou.
Além de rezar, alguns integrantes da sociedade organizada também aproveitaram o culto para ironizar figuras citadas nas denúncias de corrução. ‘‘Renato Araújo: Pilatos de hoje; Belinati: Barrabás de hoje; Povo de Londrina: Cristo de hoje’’, dizia um cartaz assinado pela Associação de Moradores do Jardim Igapó.

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