Havana As forças policiais cubanas despejaram, na manhã de ontem, um grupo de cubanos que ocupou o prédio da embaixada do México em Havana ‘‘a pedido do governo mexicano’’ e ‘‘sem incidentes’’, afirmou um comunicado oficial do governo cubano.
A operação, começou às 4H30 locais ‘‘com pessoal especializado e desarmado’’, segundo o comunicado, e foi decidida depois de que ‘‘durante toda a quinta-feira’’ o enviado do presidente mexicano Vicente Fox, subsecretário de Assuntos Latino-americanos, Gustavo Iruegas, ‘‘convocou várias vezes’’ o grupo a abandonar o lugar.
‘‘Ante a negativa’’ das 21 pessoas intrincheiradas no local diplomático a sair do lugar, o governo mexicano solicitou oficialmente e ‘‘por escrito’’, através de seu embaixador, que as autoridades cubanas tirassem da sede da embaixada os indivíduos que a invadiram’’, afirmar o documento oficial.
O governo mexicano solicitou que a operação fosse realizada ‘‘de modo que se evite qualquer dano físico os intrusos e com emprego mínimo da força’’, acrescenta o comunicado, que ressaltou que a medida se desenvolvou ‘‘sem o menor incidente’’.
Os dois países concordaram na quinta-feira em classificar este ato como ‘‘provocação’’.
O Ministério das Relações Exteriores mexicano informou que os 21 jovens – três dos quais eram menores – todos do sexo masculino, não tinham solicitado asilo político e eram desempregados que atuaram por motivos econômicos.
Participação de FidelO presidente cubano, Fidel Castro, conversou na madrugada de ontem sobre o despejo de invasores da embaixada mexicana em Havana com o subsecretário mexicano das Relações Exteriores Gustavo Iruegas e o embaixador Ricardo Pascoe, revelou o diplomata.
Os 21 cubanos que tinham entrado na quarta-feira à noite na embaixada ‘‘estavam dormindo no centro de documentação. A operação para despejá-los durou 6 minutos e não houve feridos, todos saíram caminhando tranquilamente’’, relatou Pascoe.

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