Genebra – O Uruguai apresentou ontem na Comissão de Direitos Humanos da ONU um projeto de resolução que pede ao governo de Cuba avanços no reconhecimento dos direitos humanos, civis e políticos, como fez com os sociais. O documento, que também tem apoio de outros países latino-americanos, reconhece os avanços cubanos nos direitos sociais e encoraja Havana a buscar ganhos similares no campo dos direitos humanos, civis e políticos.
A minuta de resolução encoraja o governo de Cuba a aderir ao Pacto de Direitos Civis e Políticos e ao Pacto de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais. O documento solicita à alta comissária Mary Robinson que envie um representante pessoal para que seu Escritório coopere com o governo de Cuba na aplicação desta resolução, e aconselha Havana a ‘‘tomar as medidas necessárias para a efetiva realização da visita o mais breve possível’’.
Reação – Para o embaixador cubano nos organismos internacionais, Iván Mora, o projeto de resolução sobre Cuba representa uma traição. ‘‘É um ato de traição dos países que estão servindo aos interesses dos Estados Unidos para que seja perpetuado o genocídio contra o povo cubano’’, afirmou Mora.
O diplomata elogiou a atitude do Brasil, país que, junto ao Chile, decidiu não apoiar a iniciativa. A proposta, segundo ele, pode servir de pretexto para aqueles que desejam continuar a agressão contra Cuba.
O projeto de resolução, que pode ser votado na próxima semana, foi apresentado pelo Uruguai e apoiado pelo Peru, Guatemala, Honduras e Nicarágua.

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