CTR também opera sem licença
Outro gargalo é com relação à operação e manutenção da Central de Tratamento de Resíduos, inaugurada em outubro do ano passado. Até agora, sem licitação, a prefeitura já pagou mais de R$ 3 milhões à Revita Engenharia pelo serviço. O primeiro contrato teve quatro aditivos, incluindo a realização de obras. Um terceiro contrato com a empresa, no valor de R$ 1,6 milhão, foi firmado para a ampliação da célula emergencial, local onde são depositados os resíduos. A primeira célula já está com a capacidade esgotada.
André Nadai, presidente da CMTU, disse que não pode licitar este serviço porque a CTR ainda não foi licenciada pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP). ''Não pudemos licitar ainda porque o processo de licenciamento pelo IAP está demorando muito. Enquanto isso, não dá para fazer a licitação'', justificou Nadai.
O presidente do IAP em Londrina, Andrew Pinheiro Neto, admitiu a demora no licenciamento, mas disse que a falta de licença ambiental para a obra não impede a licitação dos serviços, já que o município tem autorização para operar parcialmente a CTR. ''Uma licitação pode não ser correta do ponto de vista ambiental, quando não há licença, mas nada impede que a concorrência seja feita'', argumentou Pinheiro Neto.
Quanto à capina e roçagem, cujo último contrato com a Visatec, era de R$ 869 mil, por dois meses, o presidente da CMTU informou que brevemente o edital será lançado. A licitação ainda não ocorreu porque ''o plano de sanemaento não estava concluído''. (L.C.)





