CRONOLOGIA DO CASO
20 DE AGOSTO
O engenheiro Maurício Costa é chamado à Promotoria de Defesa do Patrimônio Público e relata ter sofrido cobrança indevida por parte do vereador Rodrigo Gouvêa, na Câmara Municipal, durante a primeira votação do projeto ''Minha Casa, Minha Vida''. Costa é sócio da construtora responsável pelas 32 unidades habitacionais que compõem o projeto.
21 DE AGOSTO
Costa presta novo depoimento ao Ministério Público (MP) onde diz não ter certeza do que Gouvêa teria dito. No entanto, os vereadores José Roque Neto (PTB), Roberto Fortini (PTC) e Ivo de Bassi (PTN) teriam confirmado ao MP a versão da suposta cobrança de propina.
09 DE SETEMBRO
Câmara notifica engenheiro para que apresente denúncia por escrito.
11 DE SETEMBRO
Comissão de Ética ouve Gouvêa por três horas, mas não o questiona sobre a investigação feita pelo MP que apura suposta cobrança de propina.
21 DE SETEMBRO
Engenheiro não responde ofício enviado pela Câmara sobre suposta propina.
23 DE SETEMBRO
Gaeco toma depoimento de Gouvêa e não descarta ação criminal. ''Estou sendo bombardeado, mas o tempo é senhor da razão'', profetizou o vereador.
24 DE SETEMBRO
Gouvêa depõe na Corregedoria e nega ter cobrado propina de empresário. No mesmo dia, Gaeco ajuiza ação criminal que acusa Gouvêa de corrupção passiva. Segundo o MP, porém, nesse mesmo dia Gouvêa teria ameaçado uma das testemunhas do processo, o vereador Ivo de Bassi.
02 DE OUTUBRO
MP ingressa 2 ação contra Gouvêa. Suposta cobrança de propina motivou ação civil pública por ato de improbidade administrativa. Ação, que acusa Gouvêa de corrupção passiva, relata ameaça do vereador a testemunha.
05 DE OUTUBRO
Juiz da 1 Vara Cível, Bruno Pegoraro, não analisa o pedido liminar de afastamento do vereador do cargo e abre prazo para que Gouvêa apresente defesa prévia.
08 DE OUTUBRO
Executiva estadual do PRP decide expulsar Gouvêa do partido.
13 DE OUTUBRO
Gouvêa é preso por policiais do Gaeco em cumprimento ao mandado de prisão expedido pela juíza da 4 Vara Criminal, Carla Pedalino. A juíza atendeu ao pedido feito pelo Gaeco em ação criminal que denuncia o vereador três vezes por crime de peculato. Conforme a denúncia, Gouvêa teria bancado uma assessora fantasma em seu gabinete e feito ameaças ao seu ex-chefe de gabinete para que não prestasse informações a respeito do caso.





