Para entender o caso que ‘derrubou’ o secretário
1. O vazamento da denúncia envolvendo o secretário da Agricultura, Hermas Brandão, foi preparado pelo senador Roberto Requião (PMDB), no dia 2 de dezembro, durante sessão da CAE que discutia a liberação de empréstimos do PR.
2. Conforme levantamento feito pelo Ministério Público e Câmara Municipal de Faxinal, a Codapar - com a anuência do secretário - assinou termo com o ex-prefeito Dirceu Dutra Guerra, no final de 96.
3. O termo envolvia R$ 60 mil para reformas de um parque de exposição. A empreiteira Depósito Navarro de Materiais de Construção recebeu o dinheiro para fazer as obras.
4. R$ 10 mil foram sacados na boca do caixa numa agência do Banco do Brasil. As obras do parque não foram realizadas.
5. Os outros R$ 50 mil se diluíram em depósitos em contas de ‘laranjas’, dentre os quais a funcionária Valdelice Aparecida de Moraes, do Sindicato Rural de Faxinal. Ela teria repassado R$ 10 mil para a conta do ex-prefeito, na agência Itaú em Londrina.
6. Genivaldo Cavalini, que exerce função na empresa Macarrão Jandaia - de propriedade da família Pupio - também teria funcionado como ‘laranja’. Foi ele quem depositou R$ 15 mil na conta do secretário, na Caixa Econômica em Maringá; e outros R$ 15 mil na da Agropecuária Rio Branco, dos Pupio.
7. Brandão alega que os R$ 15 mil depositados por Cavalini resultam da comercialização de 62 vacas, vendidas pelo secretário à família de Milton Pupio. (L.D.)

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