- Fevereiro de 1999 – Ministério Público (MP) começa a investigar esquema de corrupção na administração do então prefeito Antonio Belinati, com base em denúncias de superfaturamento nos serviços de capina e roçagem na Autarquia Municipal do Ambiente (AMA). Mais tarde, investigação se estendeu à extinta Comurb (atual CMTU). Ao todo, estão sendo apurados 200 contratos resultantes de licitações irregulares
- 8 de maio de 2000 – MP propõe medida cautelar contra Belinati e outras 56 pessoas, incluindo toda sua família, por causa de 30 licitações fraudulentas realizadas na Comurb, que resultaram no desvio de R$ 3,3 milhões
- 15 de maio de 2000 – Juiz da 6ª Vara Cível, Celso Saito, acata pedido do MP e determina afastamento de Belinati por 120 dias
- 16 de maio de 2000 – MP ingressa com ação civil contra Belinati, deputado federal José Janene (PPB) e outras 11 pessoas físicas e jurídicas, por causa de três licitações fraudulentes na AMA – no valor de R$ 212 mil. Caso vai para a 8ª Vara Cível
- 19 de maio de 2000 – Belinati consegue liminar contra afastamento da 6ª Vara Cível, mas juiz da 8ª Vara, José Roberto Pinto Júnior, determina novo afastamento. Desta vez, por 90 dias
- 22 de junho de 2000 – Belinati é cassado pela Câmara de Vereadores por gastos excessivos na publicidade de inauguração do Pronto Atendimento Infantil (PAI), em maio de 1999
- 9 de junho de 2000 – MP ingressa com outras três ações de improbidade administrativa. A primeira refere-se a 23 contratos da Comurb (3,3 milhões), vai para 3º Vara Cível e pede novo afastamento de Belinati. A segunda tramita na 6ª Vara Cível e MP denuncia Belinati por acumular, ilegalmente, os cargos de conselheiro da Comurb e de deputado estadual. Em outra ação, Belinati é denunciado por sonegar informações sobre venda de ações da Sercomtel
- 19 de junho de 2000 – Belinati é afastado pela terceira vez pelo juiz da 3º Vara Cível, Vitor Roberto Silva
- 21 de julho de 2000 – Ministério Público Federal (MPE), em Curitiba, pede prisão preventiva de Belinati e de outras 17 pessoas por formação de quadrilha, fraude em licitação e desvio de verbas públicas (peculato). Denúncia foi baseada na contratação do show da Xuxa
- 24 de agosto de 2000 – Câmara Criminal do Tribunal de Justiça decide que denúncia-crime contra Belinati será julgada em Londrina. Caso está tramitando agora no Superior Tribunal de Justiça, em Brasília
- 26 de agosto de 2000 – Acontece segunda sessão de julgamento de Belinati por irregularidades na venda de ações da Sercomtel. Relatório é arquivado
- 15 de setembro – MP protocola ação civil pública contra Belinati e ex-secretários Wilson Mandelli e Gino Azolini Neto. A acusação é a doação irregular de um terreno. Caso tramita na 1ª Cível
- 27 de novembro – Justiça determina a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico do deputado José Janene (PPB), que tem seus bens colocados em indisponibilidade
- Dezembro de 2000 – O doleiro Alberto Youssef é preso, após ser apontado como o responsável pela movimentação de R$ 120 mil desviados da AMA em uma conta fantasma no Banestado de Londrina
- 6 de março de 2001 – Belinati estréia programa na Rádio Londrina
- 4 de maio de 2001 – Juiz da 4ª Vara Criminal de Londrina, Arquelau Araújo Ribas, decreta a prisão de Belinati e mais seis pessoas acusadas de desvios na prefeitura de Londrina. O ex-prefeito é preso em seu apartamento e divide a cela do 2ª distrito policial com o ex-secretário de Governo Wilson Mandelli
- 10 de maio – Belinati consegue liminar em habeas-corpus no Tribunal de Justiça (TJ), em Curitiba, e sai da prisão após seis dias
- 23 de maio – Juiz da 4ª Vara Criminal acata mais duas ações criminais envolvendo o ex-prefeito Belinati e outros acusados. Desvios das novas ações somam quase R$ 1 milhão
- 29 de junho – Ministério Público propõe nova ação civil envolvendo Belinati, a vice-governadora Emília Belinati (PTB), o deputado estadual Antônio Carlos Belinati (PSL) e mais 35 pessoas físicas e jurídicas. As ações descrevem desvios de R$ 270 mil
- 26 de julho – Juíza substituta da 4ª Vara Criminal, Fabiana Karam, decreta nova prisão de Belinati e dos ex-assessores Kakunen Kyosen e Cassimiro Zavierucha, o Carlos Júnior

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