Críticas ao reajuste para o funcionalismo
Curitiba - Nos últimos dois meses, o governador Jaime Lerner recebeu várias críticas por autorizar aumentos salariais que só serão pagos pelo seu sucessor, o governador eleito Roberto Requião (PMDB). O que muita gente não lembra muitos dos críticos inclusive é que o governo Requião também deixou aumentos a serem concedidos no governo seguinte, que foi justamente o de Jaime Lerner.
Em abril de 1994, Requião se licenciou para concorrer às prévias presidenciais do PMDB e, depois de naufragado o sonho de ser presidente, dedicou-se ao projeto político de concorrer a uma das duas vagas ao Senado. O seu vice, Mário Pereira, respaldado pela equipe de Requião, assumiu então o cargo de governador. E, perto do fim do mandato, mandou para a Assembléia uma mensagem que previa o aumento salarial diferenciado para o funcionalismo que, em alguns casos, chegava a 85%.
A equipe de transição do então governador eleito Jaime Lerner, no entanto, não concordou com a proposta. Depois de várias semanas de negociação, a mensagem foi substituída por outra, aprovado pela equipe de Lerner, que estabelecia um aumento linear de 16% para todos os funcionários.
Lerner está devolvendo para Requião uma situação semelhante, porém menos abrangente. Até agora, têm aumento garantido para receber a partir de janeiro de 2003 os policiais civis e militares.
Os militares terão um aumento médio de 130% na gratificação que recebem. Esse percentual será parcelado. Já os policiais civis ganharão um reajuste de 41%. Com o aumento, o salário inicial de um investigador da Polícia Civil passará de R$ 720,00 para R$ 1,2 mil. O impacto desse reajuste na folha será de R$ 1,8 milhão.





