A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) divulgou ontem nota oficial criticando a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de não julgar a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra a verticalização das alianças nas eleições deste ano. A entidade classifica como ‘‘inoportuna’’ e ‘‘inadequada’’ a posição do tribunal. O presidente nacional da OAB, Rubens Approbato Machado, afirma na nota que a medida choca-se com o caráter do Judiciário de não legislar.
Cortes
O Judiciário Federal decidiu ontem, após reunião em Brasília, cortar R$ 111,5 milhões do seu orçamento, conforme orientação do Executivo. O corte vai afetar as obras do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo e do Rio de Janeiro, além de unidades da Justiça Federal nos estados. O orçamento total do Judiciário é de R$ 8,98 bilhões para 2002. No entanto, a maior parte –R$ 7,23 bilhões– se refere à folha de pagamento, que não será afetada. A contenção proposta representa cerca de 6% do total reservado para custeio e investimentos neste ano, R$ 1,75 bilhão.
Apelo
O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Jayme Henrique Chemello, fez um apelo ontem por um voto consciente nas eleições presidenciais e disse que ‘‘é preciso que o povo se dê conta de que ele já foi enganado e de que ele vai ser enganado de novo’’. ‘‘Eu sou apartidário, pela obrigação, pelo dever, mas o partido é muito importante. O povo deve olhar como vota. É preciso que o povo se dê conta de que ele já foi enganado e de que ele vai ser enganado de novo. Eu peço um voto consciente, que ele não brinque porque depois ele vai pagar quatro anos, vai amargar’’, afirmou Dom Jayme durante o encerramento da 40ª Assembléia da CNBB, em Itaici (SP).

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