Cristóvam Buarque admite que cometeu uma gafe
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quinta-feira, 11 de setembro de 2003
Agência Estado 
Brasília- O ministro da Educação, Cristóvam Buarque, admitiu ontem que cometeu ''um erro'' anteontem, quando, ao falar para estudantes, sugeriu que eles fizessem uma passeata pela Esplanada dos Ministérios, até o Congresso, com o objetivo de exigir mais verbas para a área.
''Talvez, eu seja um dos ministros menos competentes politicamente. É meu jeito de ser. Eu falo as coisas. Mas, em política, você não tem de falar tudo'', lamentou.
Nesta entrevista, Buarque afirmou que não procura uma saída honrosa para deixar o cargo. ''Espero que o presidente Lula me mantenha aqui'', disse. Descontraído, ele afirmou não se importar com os rumores que apontam para o afastamento do ministério. Na opinião de Buarque, o grande legado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao fim de quatro anos de mandato, deve ser a educação, e não a estabilidade econômica.
Agência Estado - Quando o sr. convocou estudantes para fazer uma passeata e pressionar o Congresso por mais verbas no Orçamento, qual era a intenção? A atitude foi interpretada no governo como um gesto de confronto... Cristóvam Buarque - Eu estava no meio de alunos e, aí, uma menina disse-me que se sentia com as mãos atadas diante do Brasil. Aí, eu comecei a falar o que é preciso fazer para desatar as mãos. Disse: ''Faça um jornalzinho, reúna um grupo para ser alfabetizador, se mobilize.'' Aí, é possível que, no calor do debate, tenha saído essa frase sobre o Congresso, que eu nem lembro.


