Cristina Graeml se filia ao União Brasil para disputar o Senado
Jornalista se junta ao senador Sergio Moro e diz que objetivo é "unificar a direita e a centro-direita" no estado para “enfrentar o PT"
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sexta-feira, 26 de setembro de 2025
Jornalista se junta ao senador Sergio Moro e diz que objetivo é "unificar a direita e a centro-direita" no estado para “enfrentar o PT"
José Marcos Lopes, especial para a Folha 

Curitiba - Segunda colocada nas eleições de Curitiba no ano passado, a jornalista Cristina Graeml se filiou ao União Brasil nesta sexta-feira (26) para disputar uma vaga no Senado nas eleições do próximo ano. A cerimônia de filiação, realizada em um hotel na capital, teve a participação do senador paranaense Sergio Moro, presidente estadual do União Brasil.
Segundo Moro, o objetivo da filiação de Cristina Graeml é unificar a direita e a centro-direita no estado para “enfrentar o PT e seus aliados”. Pré-candidato ao governo do Paraná, Moro aparece como favorito nas pesquisas, mas deverá enfrentar o candidato indicado pelo governador Ratinho Júnior (PSD) – que ainda não se decidiu entre os secretários Guto Silva (Cidades) e Rafael Greca (Desenvolvimento Sustentável) ou o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Alexandre Curi – todos do partido do governador.
“Nosso objetivo é unificar a direita e centro-direita no Paraná para enfrentar o PT e seus aliados. Estamos construindo um partido forte e unido com pessoas valorosas com a energia necessária para enfrentar os desafios do nosso estado e país”, disse o senador em entrevista coletiva.
Cristina Graeml concorreu à Prefeitura de Curitiba pelo pequeno PMB. Sua candidatura cresceu ao longo da campanha e ela acabou superando Luciano Ducci (PSB), que no início da corrida eleitoral era o favorito para polarizar a disputa com Eduardo Pimentel (PSD). Apoiado pelo governador Ratinho Júnior (PSD), Pimentel acabou eleito no segundo turno. Cristina Graeml (que fez uma campanha ligando sua imagem à do ex-presidente Jair Bolsonaro) teve 390.254 votos.
Na entrevista desta sexta, Cristina fez questão de dizer que só assinou sua ficha de filiação no União Brasil depois que o partido deixou o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No último dia 18, a direção nacional do partido ordenou que seus filiados deixassem todos os cargos no governo Lula. O ministro do Turismo, Celso Sabino, entregou o cargo nesta sexta.
"Chego ao partido no momento que o partido está fora do governo Lula", afirmou a jornalista, conhecida pelo público que acompanha canais e sites ligados ao bolsonarismo. “Estou buscando um grupo político e esse grupo do União Brasil me acolhe com força, coragem e união para enfrentar os desafios que vêm pela frente tanto no Paraná quanto no Brasil. A busca é por mais fortalecimento em busca da minha pré-candidatura ao Senado, que nasceu em fevereiro no Podemos. Estou alinhada aos objetivos do senador Sergio Moro para o estado do Paraná e em busca da unificação e pacificação no estado.”
Depois de deixar o PMB, no ano passado, Cristina Graeml se filiou ao Podemos, em fevereiro. O partido, no entanto, é controlado no Paraná pelo ex-senador Alvaro Dias, que poderá voltar à disputa eleitoral em 2026 e buscar um novo mandato no Senado. Caso ela confirme sua candidatura, Cristina deverá disputar os votos dos bolsonaristas com o deputado federal Filipe Barros (PL), que tem apoio do ex-presidente.
Reunião com Ratinho
Sergio Moro esteve reunido nesta semana com o governador Ratinho Junior (PSD) no Palácio Iguaçu. Nesta sexta-feira, ele disse que não faz oposição ao governo e que não há diferenças ideológicas. O senador que respeitará a definição do governador em relação ao candidato do PSD, mas deu a entender que manterá sua candidatura ao governo. “Nossos adversários são muito claros: PT, esse sistema que gira em torno do PT e o crime organizado."
Moro atribuiu a um “filiado ao PSOL” a denúncia de que o presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda, tem ligações com o grupo criminoso PCC. O nome de Rueda foi citado na investigação contra o PCC conduzida pela Polícia Federal. Ele é suspeito de ser dono de aeronaves utilizadas por integrantes da facção. Cristina Graeml não comentou o assunto. Visto como um dos principais partidos do Centrão, o União Brasil deu 53 votos favoráveis à aprovação da PEC da Blindagem, na Câmara dos Deputados, no último dia 16.


