Belo Horizonte - O mercado publicitário mineiro acredita que a SMP&B deverá também fechar as portas, mantendo apenas o registro por causa das pendências judiciais. O fato é que os sócios das duas agências já se mobilizam na constituição de novas empresas. ''Fecharemos as portas, não os caminhos'', disse Castilho. ''Vou continuar trabalhando com publicidade, por paixão e por necessidade. Ainda não defini, com alguns companheiros publicitários, nem como nem quando iniciaremos o novo projeto''.
Entre os ''companheiros'', é dado como certo que não estarão os sócios da SMP&B - Cristiano de Mello Paz e Ramon Hollerbach Cardoso. A DNA alega que foi ''arrastada'' para a crise. ''Os sócios da SMP&B seguem novos rumos, independentemente de nós'', assegurou Castilho. ''O Cristiano e o Castilho não seriam sócios nunca, eles não se topam'', avalia uma fonte do mercado.
As duas agências sempre foram rivais, mas em dificuldades financeiras, fizeram um acordo societário em meados da década de 90, promovido pelo atual vice-governador de Minas, Clésio Andrade (PL) - que colocou Marcos Valério na empresa. O homem acusado de ser o operador do mensalão ocupava o cargo de vice-presidente financeiro e, por meio da Grafitti Participações Ltda., comprou a participação de Clésio na agência em 1998. A Grafitti tem como sócios Ramon Cardoso e a mulher de Valério, Renilda Maria Santiago.
Na SMP&B, os planos futuros são tratados com mais reserva. A empresa - que também perdeu diversas contas públicas, principalmente a dos Correios - já anunciou uma redução de 35% no seu quadro funcional. Assessores afirmam que os sócios raramente são vistos na empresa. Paz, um dos fundadores, tem preferido se dedicar aos ''estudos bíblicos''. (AE)

mockup