Crise reduz cerimônia de posse de FHC
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quinta-feira, 22 de outubro de 1998
Renata Giraldi e William França Agência Estado 
O ajuste fiscal atingiu a festa da segunda posse do presidente Fernando Henrique Cardoso. A tradicional noite de gala no Itamaraty foi descartada e nenhum chefe de Estado ou de governo deverá ser convidado. Haverá apenas duas solenidades no próximo dia 1º de janeiro: uma para empossar os ministros e outra para receber os cumprimentos do corpo diplomático estrangeiro, no Palácio do Itamaraty.
A idéia anterior era que FHC tomasse posse na virada do ano e que as comemorações - como cumprimentos dos estrangeiros, sessão solene no Congresso e festa black-tie - fossem transferidas para o dia 10 de janeiro. No dia 1º, o presidente só assinaria o livro de posse. A justificativa é a dificuldade que autoridades estrangeiras e mesmo os governadores, senadores e deputados federais teriam para estar em Brasília após o Réveillon. Mesmo porque os novos governadores também serão empossados no dia 1º.
Se algum chefe de Estado ou de governo estrangeiro decidir vir, o governo brasileiro dará um tratamento diferenciado a ele (cerimonial e segurança) e se incumbirá de pagar as despesas com hospedagem. Mas o comparecimento não será estimulado.
FHC sairá do Palácio da Alvorada (residência oficial) pouco antes das 16 horas, seguirá até a Catedral de Brasília e depois, até o Congresso. Na entrada do Congresso, FHC será recebido pelos presidentes do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), e da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), e depois, no plenário da Câmara, assinará o livro de posse e fará um discurso.
Após o discurso no Congresso, o presidente, já reempossado, subirá a rampa do Palácio do Planalto e, acenará do alto do Parlatório, diante da Praça dos Três Poderes. Não deverá fazer nenhum discurso. No salão principal do Planalto, haverá uma solenidade preparada para 500 pessoas. Será a posse dos novos ministros, solenidade para a qual também serão convidados líderes partidários. Sem direito a coquetel. Depois de empossar os ministros, FHC receberá os cumprimentos do corpo diplomático estrangeiro.
FHC deverá receber a faixa do chefe do Cerimonial da Presidência, embaixador Valter Pécly. Ainda não está definido se a faixa vai ser colocada antes de FHC fazer a revista à tropa em frente ao Congresso ou antes de ele subir a rampa no Planalto. Já está certo que FHC usará um carro fechado do Alvorada até a Catedral, mas não foi definido se ele usará o Rolls-Royce presidencial (utilizado nos desfiles de Sete de Setembro).


