Arquivo FolhaSaída estratégicaJocelito Canto: prefeito exonera secretários, viaja para a África do Sul e atiça a ira de Djalma CésarO desdobramento da crise política na Prefeitura de Ponta Grossa, que teve início na última sexta-feira, com a exoneração de dois secretários municipais, acabou parando na 13º Subdivisão Policial. Um dos secretários exonerados, Reinaldo de Almeida César, filho do deputado federal Djalma de Almeida César (PMDB), que respondia pela pasta da Administração e Negócios Jurídicos, foi registrar queixa do sumiço de uma valise sua que estava na prefeitura.
O ex-secretário acusou assessores do prefeito Jocelito Canto (PSDB) - que está na África do Sul - de terem se apossado da valise, que, de acordo com Reinaldo, continha documentos que comprometiam e revelavam irregularidades da administração municipal. Toda essa confusão teve início quando o motorista particular de Reinaldo deixava a prefeitura com a valise. O motorista teria sido interceptado por seguranças do prefeito Jocelito Canto, que lhe obrigaram a entregar a valise com os documentos.
A situação se agravou ainda mais quando o deputado Djalma de Almeida César tomou conhecimento da situação e, acompanhado pelo seu outro filho, Djalma de Almeida César Filho, foi até a prefeitura. Em meio à confusão, que já contava com a presença de policiais militares, quem estava presente garante que Djalma Filho chegou a sacar o revólver duas vezes.
Pouco mais de uma hora depois do registro da queixa, a valise acabou aparecendo, em uma das dependências da Secretaria de Planejamento, pasta que estava sendo comandada pelo ex-secretário João Carlos Gomes que, a seu pedido, também foi exonerado na sexta-feira. João Carlos é primo do vereador Roberto Mongruel (PSDB), um dos pivôs da história que envolve a Sociedade Educacional Professor Altair Mongruel (Sepam) e a queda de Reinaldo de Almeida César.
Na manhã de ontem o deputado Djalma saiu em defesa de seu filho, Reinaldo, ameaçando denunciar uma série de irregularidades da atual administração municipal. Segundo o deputado, existem pessoas na prefeitura - e ele se referiu especificamente ao vereador Roberto Mongruel - ‘‘que acham que são donos da verdade’’. De acordo com Djalma, seu filho foi afastado porque estava contrariando interesses de terceiros.
Djalma, que figurou como vice-prefeito na chapa que elegeu Jocelito, confirmou seu rompimento com o prefeito. ‘‘Não tenho mais condições de conviver com essa gente’’, disse Djalma. Como o PMDB possui três vereadores na Câmara Municipal, a situação de Jocelito pode se complicar ainda mais, uma vez que irá perder a maioria no Legislativo.

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