Crise obriga prefeituras do Noroeste a demitir
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terça-feira, 05 de agosto de 1997
Marccio W. Varella Maringá 
A onda de demissões de funcionários provocada pela racionalização de despesas das prefeituras já chegou à região de Maringá. A Prefeitura de Paiçandu (a 10 quilômetros de Maringá) já decidiu cortar 195 de seus 650 funcionários. Em Maringá, a prefeitura não renovou 108 contratos trimestrais de servidores que estavam trabalhando através de convênio na Fundação de Desenvolvimento Social. Em Sarandi, o prefeito Júlio Bifon (PSDB) ainda não pensa em demissões. Por enquanto, afirma.
Em Paiçandu, município com 27 mil habitantes, o prefeito Jonas Lima (PSDB) anunciou ontem à noite aos vereadores que vai demitir 30% do quadro de funcionários e paralisar todas as obras em andamento, como o cascalhamento das ruas. A informação é da chefe de gabinete, Raimunda Pereira Teffaro.
Vamos cortar principalmente os cargos de confiança. Manteremos apenas os serviços essenciais. disse o prefeito. A folha de pagamento está em dia.
Os telefones da Prefeitura de Paiçandu apenas recebem ligações. A dívida com a Telepar é de R$ 8 mil. A inadimplência dos contribuintes já atingiu R$ 800 mil. De impostos e repasses de convênios estaduais em atraso, Lima espera receber R$ 1,2 milhão. A redução do Fundo de Participação dos Municípios e do ICMS já chegou a R$ 110 mil este ano. O FEF cortou R$ 20 mil de nossos repasses, afirmou.
A Secretaria Estadual de Educação deve quatro parcelas de R$ 127 mil cada para a Prefeitura de Sarandi. Tenho esperança de que vou receber este dinheiro, que será a nossa salvação, afirmou o prefeito Júlio Bifon (PSDB). A prefeitura está obrigando seus funcionários com férias vencidas a gozar este direito. Com gente de férias, a prefeitura não gasta tanto, diz Bifon.


