Crise no transporte coletivo
Não é só Londrina que vem sofrendo com a guerra de liminares envolvendo a licitação no transporte coletivo. Aqui, como se sabe, o processo foi suspenso duas vezes e agora vai afetar o serviço do Psiu e parte das linhas que atuam na zona sul. Na quase vizinha Apucarana, a situação é parecida. O caderno Cidades da FOLHA desta quinta-feira traz reportagem informando que lá a licitação está suspensa pela terceira vez. Em comum entre as duas cidades é que a empresa que opera o serviço por lá e a que faz a maioria das linhas por aqui pertencem ao mesmo grupo.

Diretrizes para a Educação
O governador Ratinho Junior e o secretário estadual de Educação, Renato Feder, se reunirão nesta quinta (17) com todos os funcionários da Secretaria de Estado da Educação e do Esporte para apresentar as novas diretrizes de trabalho da pasta. O governo fala em três grandes metas para a área: transformar o Estado em uma referência nacional e internacional de aprendizado, ampliar e fortalecer a rede de ensino e valorizar o professor e os demais profissionais da educação. O encontro será às 9 horas na sede da secretaria, que fica no bairro de Vila Izabel, em Curitiba.

Implantação de controladoria interna
A Câmara Municipal de Assaí (Região Metropolitana de Londrina) tem seis meses para implantar uma estrutura própria de controladoria interna. A determinação foi expedida nesta semana pelo Tribunal de Contas do Estado do Paraná. Segundo o TC, na prestação de contas de 2016, sob responsabilidade do então presidente do Legislativo Municipal, vereador Amarildo Corrêa, foi constatado atraso na entrega de dados ao Sistema de Informações Municipais-Acompanhamento Mensal (SIM-AM) do tribunal, em duas ocasiões, o que gerou a determinação. As contas daquele ano foram julgadas regulares. Em sua defesa, o gestor argumentou que os atrasos foram decorrentes de falhas na rede e no servidor de informática da entidade. Segundo o vereador, a Câmara não possui histórico de atrasos no cumprimento dos prazos estabelecidos pelo TC.


Moro: Petrobras foi saqueda pelo PT

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, afirmou em entrevista à GloboNews na terça-feira (15) à noite que a Petrobras foi "saqueada em um volume sem paralelo" durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A declaração foi feita em resposta a pergunta sobre argumentos da defesa do petista à Justiça de que Moro foi um juiz parcial e o perseguiu durante processos judiciais. Moro afirmou que Lula não "faz parte" de seu "presente", nem do "futuro". "O fato é que a decisão que eu proferi foi confirmada por três desembargadores que permanecem em suas posições."


"Álibi falso"
"O que existe é um álibi falso de perseguição política. O fato é que a Petrobras durante o governo do ex-presidente foi saqueada num volume às vezes sem paralelo no mundo", disse Moro. O ministro da Justiça ressaltou que "a própria Petrobras reconheceu R$ 6 bilhões em desvios". "Pra onde foi esse dinheiro? Esse dinheiro foi para enriquecer ilicitamente diversos agentes públicos daquele governo e parcelas beneficiaram o ex-presidente. Esse álibi parte do pressuposto de que esse escândalo de corrupção não aconteceu", concluiu. Lula foi preso em ação que investiga suposta compra de um apartamento triplex pela construtora OAS em favor do ex-presidente. A tese do lulopetismo de que Moro agiu de forma parcial ganhou corpo quando o ex-juiz virou ministro do governo de Bolsonaro, hoje a maior liderança antipetista do País.


Renan x Dallagnol

E a rixa entre o candidato à presidência do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), e o coordenador da Lava Jato Deltan Dallagnol continua. O senador afirmou em seu perfil no Twitter que irá entrar com uma representação no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) contra o procurador, que tem encabeçado, em suas contas nas redes sociais, um abaixo-assinado a favor do voto aberto na eleição da cúpula do Congresso. "Quando fevereiro chegar, entraremos no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) contra Deltan Dallagnol, que continua a fazer política com declarações, tweets e retweets", escreveu o alagoano.

Negada transferência de Delúbio

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro João Otávio de Noronha, negou liminarmente a transferência de Delúbio Soares, condenado na Operação Lava Jato a 6 anos de prisão pelo crime de lavagem de dinheiro, para complexo penitenciário de Goiás ou do Distrito Federal. Em habeas corpus, a defesa do ex-tesoureiro do PT pede para que ele possa ficar em cárcere próximo de sua família. As informações foram divulgadas pelo site do Superior Tribunal de Justiça. Delúbio está preso desde maio de 2018, inicialmente na Polícia Federal em São Paulo, e, atualmente no Complexo Médico Penal em Curitiba (PR), em ala reservada aos presos da Lava Jato.

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