''A crise na área de saúde em Londrina não afeta a credibilidade da administração municipal.'' A afirmação foi feita ontem pelo prefeito Barbosa Neto (PDT) durante a entrevista coletiva semanal em seu gabinete.
Os problemas no setor vieram à tona após as denúncias contra o Centro Integrado de Apoio Profissional (Ciap) em 2010. No final do ano passado, foram contratadas duas oscips, a Atlântico e a Gálatas, para prestar o serviço substituindo o Ciap em vários programas de saúde na cidade. E na semana passada, o Grupo Especial de Atuação de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) iniciou uma operação para apurar novas denúncias contra as duas organizações.
Um dos envolvidos no escândalo é o ex-procurador jurídico do município, Fidélis Canguçu, que foi preso e exonerado do cargo logo em seguida. Para o prefeito, esta é atitude de caracteriza ''transparência'' por parte da administração municipal.
Barbosa afirmou que a contratação das duas Oscips foi de certa forma imposta pelos dois membros do Conselho Municipal de Saúde que também continuam presos.
O prefeito afirmou que tinha a intuição que os problemas na área de saúde acontecem há muito tempo, desde outras administrações. Ele disse que o municipio investe R$ 308 milhões no área de saude, o que corresponde a 23% do orçamento municipal, e que só pode haver ''alguma coisa errada'' para isto não dar certo. Para ele, há uma ''máfia'' agindo na área de saúde em Londrina.
Barbosa garantiu que a administração está aberta para qualquer informação que venha a ser solicitada pelo Ministério Público e prometeu que a prestação na área de saúde em Londrina ''vai melhorar''. ''Esse é um caminho que não tem volta; qualquer pessoa que vier a oferecer favor, propina, comprar servidor ou mesmo se infiltrar na máquina (administrativa), vai encontrar as portas fechadas'', disse o prefeito.

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