Em reunião realizada na noite de sexta-feira, a Comissão Executiva Municipal do PMDB de Londrina decidiu, por unanimidade, suspender o vereador Henrique Barros (indiciado em inquérito policial pelo crime de concussão), por 60 dias, além de pedir abertura de processo disciplinar contra o vereador Osvaldo Bergamin (também denunciado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado - Gaeco - pelos crimes de concussão e formação de quadrilha), pela Comissão de Ética. Na prática, a suspensão significa que o vereador ficará impedido de tomar decisões políticas dentro do partido por este período, além de já ter perdido a liderança da sigla na Câmara.
Segundo o presidente do diretório em Londrina, deputado estadual Luiz Eduardo Cheida, as outras duas decisões referendadas pela Comissão Executiva do partido foram a convocação dos dois vereadores para depor na Comissão de Ética nesta semana, e promover reunião com o Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina (Ceal), Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) e outras entidades com a finalidade de colher subsídios aos trabalhos da Comissão de Ética. ''O PMDB quer ser um agente auxiliar do Ministério Público e da sociedade civil organizada nas investigações'', afirma Cheida.
O presidente da sigla também conclama os demais partidos com representação no Legislativo municipal a tomarem providências que estimulem e radicalizem as investigações. Cheida faz críticas aos demais partidos ao afirmar: ''O partido não está percebendo nas demais siglas a mesma disposição que o PMDB está tendo'', critica.
Em nota divulgada à imprensa, Cheida afirma que o ''PMDB reitera seus compromissos com a moralidade, honestidade e o bem-comum, que sempre nortearam sua história, e assegura aos seus filiados e à sociedade que esses valores serão mantidos acima de quaisquer outros interesses''.

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