CRISE DOS MUNICÍPIOS - Prefeito reclama da queda de receita
PUBLICAÇÃO
sábado, 02 de agosto de 2003
Giovana Kindlein<br>Reportagem Local 
A queda na arrecadação das cotas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) tem sido o motivo para muitos prefeitos paranaenses explicarem o insucesso e reveses de suas administrações. A Folha procurou fazer uma radiografia da situação econômica de sete pequenos municípios do Paraná, por amostragem de riqueza e pobreza, revelando a situação econômica de cidades com populações máximas de até 30 mil habitantes em diversas regiões do Estado.
Em alguns casos, a análise chega a ser escandolosa pelo volume de recursos arrecadados em relação a contrapartida dada à sociedade. Enquanto alguns administradores públicos denotam prudência e temperança como o prefeito de Tamarana, Paulo Mítio Nakaoka (PSDB), ao manter uma poupança bancária, outros, como o prefeito de São Miguel do Iguaçu, Armando Luiz Polita (PMDB), têm as contas municipais desaprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) anos a fio.
A intenção dos prefeitos é declarar moratória a partir de 25 de agosto, mesmo que a dilação de prazos para os devedores pagarem suas dívidas não tenham sido concedidas pelos credores. Eles pretendem suspender os pagamentos de energia elétrica, água, telefone e da dívida com o governo do Estado. A série de reportagens sobre a crise dos municípios começa hoje apresentando a situação de São Miguel do Iguaçu e termina sábado com Ariranha do Ivaí, uma das menores populações do Estado.


