Crise do PSDB esfria, mas polêmica continua
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terça-feira, 13 de novembro de 2001
Agência Estado<br>De Brasília 
Baixou a temperatura da crise interna do PSDB. Depois de uma semana nervosa, em que o ministro da Saúde, José Serra, e o governador do Ceará, Tasso Jereissati, trocaram farpas pelos jornais, partidários das duas pré-candidaturas tucanas na corrida presidencial concordam que os ânimos estão menos acirrados. Continua, por outro lado, a briga entre serristas e tassistas em torno da data do início da campanha presidencial e da escolha do candidato e os desentendimentos podem apressar uma definição e até abrir espaço para um terceiro nome.
''O processo eleitoral começou mais cedo e não dá para negar a realidade'', afirma o vice-presidente nacional do PSDB, deputado Alberto Goldman (SP). Companheiro de Goldman na direção nacional do PSDB e na articulação pró-Serra, o deputado Sebastião Madeira (MA) diz que o ministro e o governador do Ceará estão na frente, na disputa interna, mas adverte: ''No impasse, quem pode crescer é o Aécio (Neves, presidente da Câmara pelo PSDB mineiro)''.
Madeira reconhece que o clima está mais calmo, mas frisa que o crescimento da candidatura presidencial da governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PFL) nas pesquisas eleitorais mudou o cenário. E com a mudança, pondera, ''o partido tem que tomar suas providências''.


