Curitiba - Em debate realizado ontem em Curitiba, deputados federais do Paraná apresentaram uma previsão mais sombria do total de recursos a serem destinados ao Estado por meio de emendas da bancada ao orçamento da União. ''A previsão inicial era de R$ 15 milhões por cada uma das 17 emendas, mas a minha avaliação é que isso fique em R$ 4 a R$ 5 milhões no máximo'', contabiliza o deputado federal Nelson Meurer (PP), relator setorial do orçamento para área do Trabalho, Previdência e Assistência Social.
Como consequência, o total de recursos a ser distribuído por emendas da bancada pode cair de uma estimativa de R$ 250 milhões para R$ 90 milhões. A redução dos valores deve afetar todos os estados. No Paraná, segundo Meurer, a escassez de recursos deve vitimar a realização de obras como a reforma e ampliação de aeroportos e do Porto de Paranaguá. ''O governo do Estado terá que se virar para bancar a obra'', adianta o deputado.
O vice-governador Orlando Pessuti (PMDB), que também participou do debate, concorda com a avaliação do pepista. ''O momento é de cautela. Vamos ter que fazer uma avaliação bem realista das prioridades'', diz. Segundo Pessuti, as obras do porto não serão afetadas pela redução de repasses da União. ''Temos recursos próprios'', explica. ''Em relação aos aeroportos, esperamos que as obras sejam viabilizadas por recursos do orçamento da Infraero'', defende.
Ele aponta que a receita da instituição, que administra aeroportos em todo o país, deve crescer com a expansão do tráfego aéreo brasileiro. ''Mas esses valores não precisam ser reservados agora. Podemos fazer uma programação até 2014, quando acontece a Copa do Mundo'', diz.
Além das emendas da bancada, os deputados também têm R$ 10 milhões para emendas individuais. Segundo o deputado federal Ricardo Barros (PP), membro da Comissão do Orçamento da Câmara dos Deputados, esses recursos deverão atender obras importantes como a reforma e ampliação do Teatro Municipal de Londrina, o repasse de verbas para o Hospital Universitário de Maringá e a compra de equipamentos para os consórcios municipais de conservação de estradas.
Conforme Barros, os parlamentares também devem priorizar a destinação de recursos para entidades da área da sa© úde, como hospitais filantrópicos, para universidades e o Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater). Já Nelson Meurer espera que sejam contemplados os pequenos e médios municípios e os agricultores familiares. ''Temos que garantir recursos para aqueles municípios que não tem poder de pressão junto ao governo federal'', defende.

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