Crise de caixa
atinge cofres
da Assembléia
A crise financeira, enfrentada pelo governo estadual chegou aos cofres da Assembléia. O secretário geral da Casa, Hermas Brandão (PTB), disse ontem que o governo não repassou a verba de R$ 8 milhões referente ao mês de novembro. ‘‘Temos um crédito (acumulado no ano) de R$ 27 milhões’’, contabilizou. ‘‘Mas no ano que vem, isso será diferente. Aquilo que nos cabe no orçamento será repassado’’, cobrou Hermas Brandão. O deputado revelou que, na gestão Aníbal Khury (PFL), foram emprestados R$ 32 milhões para o governo Lerner cobrir furos de caixa.
Hermas afirmou que a Assembléia está se valendo das suas reservas para bancar os custos que deveriam ser suportados pelo Executivo. ‘‘Estamos fazendo economia. Dos R$ 8 milhões que nos cabem, estamos gastando R$ 5 milhões’’, observou o deputado. Hermas disse que o processo de demissões continua até junho de 2000, até que a Assembléia feche em 1.800 servidores.
O secretário da Fazenda, Giovani Gionédis, não gostou da cobrança do secretário geral. Gionédis classificou a reivindicação como ‘‘uma bobagem’’. ‘‘A gente passa para o Legislativo um valor em cima daquilo que arrecadamos. Não repassamos o dinheiro de novembro, porque a Assembléia registrou saldo de caixa’’, assinalou.
Gionédis alertou ainda que a lei orçamentária é clara ao definir que as sobras de caixa devem retornar aos cofres de origem. ‘‘Não existe outro órgão arrecadador senão o Executivo’’, defendeu o secretário. (L.D.)

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